"Afinzão", "afinzona" (registo popular brasileiro)
Tenho visto, com relativa frequência nas mídias (FB, cartuns). a grafia "afinzona" como em «não posso dar muita bandeira de que estou afinzona dele». É assim mesmo que deve ser grafada esta palavra? Fico na dúvida porque "afinzona", ao certo, deriva da locução «a fim de».
Poderíamos falar neste caso de formação por parassíntese?
O neologismo pseudonomizar
Será admissível usar o verbo "pseudonomizar" (o contexto é o do tratamento dos dados pessoais dos registos criminais)? Alguma alternativa mais vernácula?
Muito obrigado!
O ditongo ou no contexto da norma-padrão
No texto de abertura do passado dia 8 de Abril, fiquei admirado de ter lido que "ôro" é a pronuncia-padrão da palavra ouro. Confessem-me que é uma mentira atrasada do dia 1 de Abril...!
«Um picasso», «um ferrári»...
Tanto quanto sei, deve escrever-se «ele tem um Ferrari e um picasso». E se, além disso, o ricaço em questão possuir um violino feito por Stradivarius? O correcto será acrescentar «e ainda um Stradivarius» (equivalente a marca), ou «e ainda um stradivarius» (obra)?
[...] [Recordo] uma [...] resposta dada, por Rui Gouveia, no [...] Ciberdúvidas, e que me parece absolutamente lógica: «Há uma figura de retórica chamada metonímia, que consiste, “grosso modo”, em substituir uma palavra (ou um conjunto delas) por outra com a qual tenha qualquer relação por dependência de ideia. É o que acontece, por exemplo, na frase "Quem me dera ter um picasso na parede da sala!", em que "picasso" está por "quadro da autoria do pintor espanhol Pablo Picasso".»
Relativamente ao violino construído por Stradivarius:
Julgo que deve escrever-se «um Bösendorfer», à semelhança de «um Ferrari», porque esta em causa uma marca (de pianos). E, por extensão, também «um Stradivarius», embora, neste caso, não se trate exactamente de uma marca. Mas isto é apenas um «palpite», motivo pelo qual vos coloquei a minha pergunta.
Mais uma vez, obrigado pela vossa atenção.
O valor discursivo da locução «por acaso»
Assisti a uma conversa em que a esposa dizia: «Fulano [o marido], por acaso, até me preparou o pequeno-almoço.» Acontece que o marido executa essa "tarefa" com alguma regularidade. Será que o facto de a dita esposa, naquela conversa, ter aplicado a locução «por acaso», pode ser interpretado como, não digo depreciar, mas desvalorizar a ação do marido?
Grato pela atenção.
A posição do determinante possessivo
na frase «um amigo meu frequenta...»
na frase «um amigo meu frequenta...»
Na frase «um amigo meu frequenta o Clube de Leitura da nossa escola», meu é um determinante, ou pronome possessivo? Penso que devemos classificar como determinante, uma vez que especifica o substantivo a que se refere. Contudo, a sua posição causa-me algumas dúvidas.
Muito obrigada e parabéns pelo trabalho que desenvolvem!
O processo de formação do substantivo anestesia
A palavra anestesia é derivada, ou composta?
A origem da expressão «sopas de cavalo cansado»
Qual a origem do nome da "velha" e, supostamente, fortificante sopa de cavalo cansado, feita com pão e vinho?
Obrigado!
«Fazer com que....»
É incorreto escrever «fazer que» ou «faz que»? Só pode usar-se «fazer com que» ou «faz com que»? Qual é a diferença ou em que contexto se justifica o uso de uma e/ou de outra forma?
Oração relativa de infinitivo:
«não tenho nada que dar...»
«não tenho nada que dar...»
Na frase «Não tenho nada que te dar nos teus anos», como se classifica a oração «que te dar nos teus anos»?
Grata pela vossa ajuda.
