O verbo nas interrogativas introduzidas por qual (II)
Na frase «Qual o impacto da atenção na compreensão da leitura?», não é obrigatório escrever o verbo , neste caso, ser (é ou foi)?
A forma verbal entregámo-nos
Estou analisando um poema escrito em português de Portugal nos anos 90, e a colocação pronominal está acentuada da seguinte forma: "entregámo-nos", com acento agudo no "a".
Minha dúvida é: o verbo entregar, escrito dessa maneira, está em qual tempo verbal?
«Estar especificado» e «ser específico»
Diz-se: «não está especificado» ou «não está específico»?
Obrigado!
A expressão «coisa bondosa»
Está correto o uso do adjetivo bondosa com o sentido de bom, na frase seguinte?
«Ele costuma fazer o que ela pede. E ela pede só coisa bondosa.»
Complementos e modificadores dos nomes redondilha, soneto e poesia
Na frase:
«As redondilhas da lírica tradicional de Camões têm influência da poesia palaciana.»
qual a função sintática desempenhada pelos constituintes: «da lírica tradicional», «de Camões» e «palaciana»?
E na frase:
«O soneto petrarquista influenciou Camões»
qual a função sintática de «petrarquista»?
E ainda na frase:
«A poesia camoniana apresenta marcas clássicas»
[o que são] «camoniana» e «clássicas»?
Grata pela atenção.
«Pensar/acreditar em....»
vs. «pensar/acreditar que...»
vs. «pensar/acreditar que...»
Nas frases "Ele pensou que ela não voltaria tão cedo." ou "Todos acreditaram que a verdade viria à superfície.", as orações completivas desempenham a função de complemento oblíquo ou complemento direto?
Dado que os verbos "pensar" e "acreditar" selecionam a preposição "em", parece-me que a substituição pelo pronome "isso" resulta agramatical: "Ele pensou isso." ou "Ele acreditou isso." Não deverá dizer-se "Ele pensou nisso." ou "Ele acreditou nisso." ? Inclino-me mais para que sejam complementos oblíquos mas posso estar enganada.
Obrigada.
A pronúncia de indemnizar e subtil em Portugal
Em palavras como indemne, indemnizar, subtil, subtileza, o m e o b soam no português europeu?
Excelente o vosso trabalho.
O acento gráfico de família
A palavra família tem acento. Contudo os jazigos do Cemitério dos Prazeres [...] [em Lisboa] têm uma grande percentagem de inscrições com família sem acento.
Estou a fazer uma recolha de letras dos jazigos e verifico que a iliteracia tipográfica é frequente contrastando com o investimento arquitectónico: problemas de espaçamento (entre letras e entre palavras), de escolha tipográfica (o novo jazigo dos escritores portugueses é um bom exemplo, mas até um em Comic Sans encontrei), de boa anatomia das letras, de composição (o do Jaime Cortesão…) etc. Mas intrigou-me bastante o aparecimento muito frequente da palavra família sem acento.
A acentuação da palavra é uma coisa recente (muitos dos jazigos vêm do século XIX e os mais recentes podem ter querido grafar à antiga para sugerir a tradição familiar)?
Obrigado pela ajuda desde já.
Um caso de catáfora num exame de Português
Gostaria de saber em que medida a expressão seguinte configura uma catáfora. O exercício, de um exame de português de 12.º ano, diz assim:
«O recurso à expressão "tudo o que Fernando Pessoa não pode ser" configura uma... Catáfora, reiteração, anáfora ou elipse. (Escolha múltipla)»
As soluções indicam «catáfora».
Contexto: «(...) a verdade é que é de Caeiro que irradia toda a heteronímia pessoana, pois ele é tudo o que Fernando Pessoa não pode ser: uno porque infinitamente múltiplo, o argonauta das sensações, o sol do universo pessoano.»
Neste caso «ele» é o correferente, e «tudo o que o Fernando Pessoa não pode ser», o referente, uma vez que na catáfora o correferente aparece antes do referente?
Gostaria que me elucidassem, pois fiquei confusa.
Obrigada.
O topónimo Castelo de Bode
Gostaria de saber qual a forma correta para a localidade onde está a barragem. Devemos dizer "Castelo de Bode" ou "Castelo do bode"?
Adicionalmente a barragem ali edificada é a "barragem de Castelo do Bode" ou "barragem do Castelo de Bode"?
Muito obrigado
