DÚVIDAS

Passar, indicando tempo
Quanto à dúvida do consulente Márcio Coimbra sobre o emprego do verbo "passar", peço licença para discordar do Prof. José Neves Henriques no que tange à frase "Passaram-se muitos anos". Penso tratar-se, neste caso, de verbo pronominal, e não de voz passiva pronominal. Quanto a considerar o "se" como índice de indeterminação do sujeito em "Passou-se muitos anos", julgo um tanto discutível... Gostaria de comentário a respeito. Obrigado.
Nenhuns saíram
Agradeço ao prezado Sr. José Neves Henriques por sua atenta resposta de 10/02/99 a pergunta que fiz sobre o "nenhum". No entanto, ainda fiquei em dúvida em um detalhe. Foi dito, no item "3" da referida resposta, que o verbo vai para o plural para concordar com "nenhuns" na seguinte frase: "Nenhuns de nós saíram." Sobre isso, noto que, nas gramáticas, consta que, quando o sujeito é um pronome indefinido plural seguido de "de (ou dentre) nós (ou vós)", o verbo pode concordar com o primeiro pronome na terceira pessoa do plural ou com o pronome pessoal, dependendo se o emissor da mensagem quer incluir-se ou não entre aqueles designados pelo pronome pessoal. Desta forma, também estaria certa a frase "Nenhuns de nós saímos", ou seja: alguns de nós poderiam ter saído, inclusive eu, e não saímos. Agradeço a preciosa confirmação, pois talvez eu esteja fazendo confusão.
Que subentendido
Na prática forense, são frequentes (diria mesmo que se tornaram regra, ao ponto de à generalidade dos práticos repugnar a construção que... prefiro) expressões como "requer a V.ª Ex.ª se digne conceder prazo para ..."; ou como esta, de sentido muito próximo do daquela"... promove seja notificado o autor para...". Ao que me parece, não se está no campo das situações excepcionais em que a oração subordinada integrante dispensa a conjunção integrante. Será que as duas construções são aceitáveis? Grato.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa