Festas Nicolinas (Guimarães)
A propósito de problemas surgidos na cidade de Guimarães nos ajuntamentos ilegais que assinalavam as tradicionais Festas Nicolinas, surgiu esta curiosidade:
1) A formação do adjetivo nicolino; e
2) A razão de um "santo" bem mais popular noutras paragens ( Rússia, Turquia, Grécia e Noruega) se ter transformado no "patrono" dos estudantes... de Guimarães.
Os meus agradecimentos.
O conceito de «texto não verbal»
Em muitos vestibulares, surgiu a ideia de «texto não verbal».
Entretanto... quando se pesquisa em um dicionário tradicional, percebe-se que o texto está ligado a palavras: “Enunciado escrito. Conjunto das próprias palavras de um autor, em um livro ou em qualquer escrito, em oposição às notas, índices, ilustrações etc.”
Com o até aqui já exposto, se admitirmos que a definição do dicionário selecionado está correta, o «texto não verbal» não existe! Mas pode-se pensar assim?
Se fui ignorante, peço desculpas! Mas pesquisei em dez dicionários e todos me deram a definição já citada!
Desde já agradeço a atenção!
O uso adverbial de contra
Em «Olegário só podia votar contra», é correto terminar a frase com a preposição? Aliás, fora este caso, há exceções para terminar frase com preposição?
Obrigado.
Uma metáfora dos Contos de Grimm
No conto a “A Lua” de Jacob e Wilhelm Grimm, encontramos «Velhos e novos alegraram-se quando a nova lanterna começou a estender a sua luz…».
Existe uma metáfora na expressão «a nova lanterna»?
O uso de ambos como sujeito frásico
Na frase «Ficámos ambos contentes», qual é o sujeito e o predicado?
Considera-se sujeito nulo ou a palavra ambos desempenha a função de sujeito?
Obrigada.
O uso de bel- (belo)
No artigo "Reduções de palavras que não são abreviaturas" de 26-11-2020, João Nogueira da Costa afirma o seguinte :
«O adjetivo belo tem a forma reduzida bel que se usa unicamente com o vocábulo prazer: «fazer algo a seu bel-prazer.»
A minha pergunta é : por que é a palavra belver (ou "bel-ver"?) não é considerada uma forma reduzida como bel-prazer? .
Muito obrigada pela atenção
Os significados de putreia e de potreia
( in Aquilino Ribeiro)
( in Aquilino Ribeiro)
Junto breve citação extraída do romance Terras do Demo, pp. 180-181, em que consta putreia:
«Ia para quatro meses que não sabia dela… é verdade. Por modos já não havia escrivães no povo! Terra de maldição! Os que aprenderam a rabiscar o nome navegavam, e o padre — esse sujaria as mãos se lhe pedissem duas regrinhas de graça. Ah! Deus tivesse na santa glória o tio Manuel Abade que não precisava que o rogassem duas vezes para escrever a um vagamundo. A malta do Rio, pelo que lhe dissera o Jaime Gaudêncio, ficava toda boa. Boa, mas o Rio já não era o Rio. O italiano e o espanhol tinham derrancado o trabalho. Depois, passagens caras e más. Viera no Malange, um mazombo de paquete que andava à tona como tubarão escaldado como abóbora. À passagem da linha, estivera a deitar a cama das tripas com o afocinhar do calhambeque. Perdesse o nome que tinha se aceitava mais algum dia viajar no francês! Uma putreia, comida para negros, beliches para condenados do Inferno. Boa Mala Real, mas para melhor o alemão. O alemão, batia a tudo o que andava no mar.» Terras do Demo, pp. 180-181
Contudo em Quando os Lobos Uivam e Casa do Escorpião já se lê como potreia.
Já agora, esta pequena dúvida: «comida para negros». Pretos é regionalismo para porcos. Será que Aquilino Ribeiro se referia a comida para porcos?
Aguardo o vosso comentário, sempre muito apreciado.
Sobre a palavra brasileiro
Referir-se à pessoa que nasce no Brasil como brasileiro ou brasileira me parece um equívoco. Na verdade, remete a um tratamento pejorativo e que foi nacionalmente incorporado.
O termo tem origem na forma que o antigo português tratava seu patrício ao retornar a Portugal, vindo do Brasil. Na língua portuguesa, as palavras com sufixo -eiro ou -eira designam atividade laboral. São os casos de pedreiro, costureira, marceneiro, torneiro, e por aí vai.
Consultando dicionários, encontrei como principais gentílicos, brasiliano e brasílico. Há outros. As pessoas de língua inglesa tentam nos ajudar nos chamando de Brasilian. Os de língua espanhola também. Nos chamam de brasileños.
Vendo alguns gentílicos nacionais, vejo que na Bahia há maleiro, que é pejorativo. No Piauí há piauizeiro, que também é pejorativo. Ambos com sufixo -eiro.
Acredito que está na hora de nos recompormos e mudarmos a forma com que nos chamamos.
Grato.
Presente do conjuntivo vs. futuro do conjuntivo
Qual é o tempo verbal mais adequado – presente do conjuntivo ou futuro do conjuntivo – às seguintes frases?
Caso seja possível usar ambos os tempos verbais, existe alguma diferença de significado entre as frases resultantes?
Quais as regras gerais de aplicação de um ou outro tempo verbal nas orações relativas?
Podemos discutir outras propostas que considerem melhores. Podemos discutir outras propostas que considerarem melhores
Podes escolher a casa que quiseres. Podes escolher a casa que queiras
Podes escolher uma casa que quiseres. Podes escolher uma casa que queiras
Aquele que quiser, pode vir comigo. Aquele que queira, pode vir comigo
Podes fazer o que queiras. Podes fazer o que quiseres
Fique onde eu lhe diga. Fique onde eu lhe disser.
A concordância verbal numa frase de Luís Fernando Veríssimo
Nesta frase de uma crónica do escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo «O homem perguntou se o que o garoto estava fazendo era ornamentos para os torreões do castelo», não teria de haver concordância entre o predicativo do sujeito e o auxiliar ser?
Grata pela ajuda.
