Réplica discordante a «jamais morrerão»
Sou escritor, verto livros de árabe para português, e às vezes me deparo com situações, como, por exemplo: «eles supõem erroneamente que jamais morrerão!»
A minha questão é como posso discordar? Será que digo: «Sim! Por Deus que vós morrereis»? Ou: «Pois não! Por Deus que vós morrereis»?
E quando posso usar: «pois não!»; «pois sim!»; «claro!»; «sim!»?
Agradeço o que o Ciberdúvidas tem feito para a melhoria do nosso português.
Combinação e colocação de pronomes pessoais átonos
Desejo saber se é gramaticalmente aceito em Portugal «enquanto me dirigia-lhe».
Sei que é válida a soma de pronomes oblíquos como em «deparou-se-me» ou «agradecer-to-ei», coisa que não é válida no Brasil.
No entanto, a presença de enquanto antes do pronome oblíquo me exige a próclise. Assim, qual das possibilidades é verdadeira?
1. Enquanto lhe dirigia-me.
2. Enquanto lhe me dirigia.
3. Enquanto me lhe dirigia.
4. Enquanto me dirigia-lhe.
5. Enquanto me dirigia a ela.
Felicíssimo pela atenção da equipe do Ciberdúvidas. Sempre me ajudam prontamente quando necessito.
Impressionante e impressivo
O uso do adjectivo impressivo é correcto em português? Significa o mesmo que impressionante? Usa-se em Portugal, no Brasil ou em ambas as versões do Português?
Obrigada!
Ordem dos formantes de adjetivos pátrios compostos
Existe alguma regra ortográfica que define quem vem primeiro? Exemplo: franco-italiano ou ítalo-francês?
Roxina e milgrada
Peço que me informem, se possível, da origem e sentidos das seguintes palavras: "roxina", "marigada" – esta, é certo, que na Beira Baixa significa «romã».
Obrigado.
P. S.: Envio imagem com exemplo do termo Roxina em Portugal, com x.
A classificação semântica do verbo vir
O verbo vir é ou não considerado um verbo de movimento?
Parece uma pergunta estúpida mas não é, tendo em conta algumas considerações que já ouvi sobre o mesmo...
Obrigada.
Antítese: «nítido ainda, mas esfumado»
Qual é o valor expressivo do recurso presente na expressão «nítido ainda, mas esfumado»[1]?
[1 A expressão ocorre no conto "George", de Maria Judite de Carvalho (in Seta Despedida, Lisboa, Europa-América, 1995, pp-31-44).]
Coesão por contiguidade: «vida doméstica» e «costurar, bordar e fiar»
Na sequência de frases:
«Inês detesta a vida doméstica. Costurar, bordar e fiar são tarefas que a deixam insatisfeita e revoltada.»
o processo de referenciação anafórica assegurado pela expressão «costurar, bordar e fiar» é anáfora por substituição de holónimo por merónimo, ou anáfora por substituição de hiperónimo por hipónimo?
«Vida doméstica» é holónimo ou hiperónimo?
O género da sigla de Campeonato Africano das Nações
Em referência ao Campeonato Africano das Nações, eu pensava que o género seria masculino, tendo em conta o género da primeira palavra (campeonato), mas escuto pelas rádios portuguesas «a CAN», o que me deixa totalmente perdido.
Valor condicional de uma construção copulativa
Examine-se o seguinte excerto:
«Usei a esperteza para defender o meu leito conjugal. Conheço umas palavras que valem por uma senha. É só dizer essas palavras, e posso dormir sossegado com relação à fidelidade...»
Quanto ao período «É só dizer essas palavras, e posso dormir sossegado com relação à fidelidade», supondo-se que seja composto por subordinação, como classificar as orações? Qual delas é a principal?
Se se considerar a primeira como condicional equivalendo a «se eu disser essas palavras», a principal seria a outra. Mas também se pode tomar a primeira como principal, classificando-se a segunda como subordinada consecutiva, já que se pode perceber ideia de consequência nessa oração.
Obrigado.
