Presença ou omissão do artigo definido
«Ricardim gosta da música popular» ou «Ricardim gosta de música popular»?
Qual destas frases fica correctamente escrita desde a perspectiva puramente gramatical? Eu optei pela primeira, já que é uma música específica, ou seja, que Ricardim gosta da música popular.
Grato pelas doutas respostas.
«Desconfiado de» e «desconfiado para»
Francisco Fernandes, no seu Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjetivos, dá para desconfiado a preposição de e para.
Não seria apenas a preposição de selecionada por desconfiado?
Muito obrigado!
«De presente» e «como presente»
Em relação à sintaxe do verbo pedir, para além das regências habituais (que, para, por), parece-me possível dizer-se «Vou pedir COMO presente uma bola».
No entanto, a mesma frase com a preposição de é possível?
«Vou pedir DE presente uma bola.»
Obrigado.
Enumeração por polissíndeto
Na frase «[…] uns feixes de mato a ziguezaguearem e a andarem e a pararem […]», podemos considerar a existência de uma enumeração para além da personificação nela existente?
O verbo ocorrer
Primeiro, muito obrigado pelo apoio e atenção de sempre. Serei eternamente grato pela solicitude.
Minha dúvida é sobre um possível significado do verbo ocorrer para o qual não encontrei descrição nos dicionários consultados. Pois bem, lendo um álbum produzido na década de 80, sobre animais da Mata Atlântica, volta e meia, me deparo com o referido verbo indicando o habitat de determinado animal, como no fragmento que transcrevo abaixo:
«[...] Esta ave ocorre desde a Bahia, passando por Minas Gerais e descendo até o Rio Grande do Sul […].»
Acredito que tenha uma acepção quase de «viver, habitar», pelo contexto, porém não vi registro nas entradas deste verbo nas fontes consultadas.
Daí, por gentileza, peço ajuda. É de conhecimento de vocês se esse verbo é utilizado com proximidade destes significados que presumi?
Preposições: «para eleger» e «por eleger»
«Candidatos por eleger: 3» e «Candidatos para eleger: 3» têm o mesmo significado?
Ou seja, «Candidatos que serão/hão de ser (ou: devem/podem ser) eleitos: 3»?
Parece-me que as preposições por e para dentro de uma estrutura de SUBSTANTIVO + (POR/PARA) + INFINITIVO assume uma forma passiva do verbo, podendo ser antecedida ou não de um verbo modal.
Como não tenho certeza disso, trago tal raciocínio a vocês, pedindo-lhes o seu esclarecimento. Há um trecho duma música do Pe. Zezinho com semelhante estrutura:
1. «… Tarefa escolar para cumprir…» = … Tarefa escolar que deve ser cumprida…
Até mesmo Napoleão Mendes (que para mim não foi muito claro) traz alguns exemplos no seu dicionário:
2. «Casos para/por esclarecer» = Casos que serão/hão de ser esclarecidos
3. «Livros para/por consultar» = Livros que podem ser consultados.
Antecipadamente muito obrigado.
A sintaxe de «Roma e Pavia não se fizeram num dia»
Como se deve dizer: «Roma e Pavia não se fez num dia» ou «Roma e Pavia não se fizeram num dia»?
Oração relativa: «aquilo em que acreditamos»
Gostaria de saber qual é o erro que esta frase tem e como posso corrigi-lo:
«Este filme mostra-nos que devemos ter convicção naquilo na qual acreditamos.»
A expressão «todo o exposto»
Verifiquei que, em muitas decisões judiciais, os juízes começam a parte dispositiva com «por todo o exposto»; noutras, com «por tudo o exposto». Exemplo: «por todo/tudo o exposto, revoga-se a decisão recorrida».
Alguma destas formas é preferível à outra? Muito obrigado.
A forma qui-lo (conjugação pronominal)
Gostava de saber qual é a forma correta na conjugação de querer (quis) + o/a/as/os.
É frequentemente advertido que, no Português europeu, o verbo querer quando combinado com pronomes oblíquos na segunda e terceira pessoa pode adquirir as formas quere-o/requere-a. Fiquei, então, na dúvida se algo parecido acontece ou não nas suas respetivas formas do pretérito quis. Está correto «ele qui-lo» em Portugal?
Muito obrigado desde já por qualquer esclarecimento desta pequena dúvida!
