O pronome se e o infinitivo passivo
É obrigatório ou facultativo o uso de se em construção como: «fácil de (se) fazer»?
Mais precisamente, pergunto se não é obrigatório o uso de se na frase
«Tomado pela preocupação com a doença, sua vida não seria apenas impossível, mas sobretudo indigna de viver.»
Se for possível, peço referencias bibliográficas para a fundamentação da resposta.
De antemão, muito obrigado.
Orações reduzidas de infinitivo e orações subordinadas substantivas
Gostaria de saber qual é a explicação morfossintática das estruturas (entre as aspas) nas seguintes frases:
«É de lembrar que» os alunos devem trazer o material escolar...
«Importa dizer que» os alunos tiveram a coragem de manifestar-se...
«Importante dizer que» os alunos tiveram a coragem de manifestar-se...
«É necessário realçar que» os alunos devem informar aos pais sobre o que aconteceu.
«Convém referir que» a polícia continua a investigar o caso.
«Faz-se mister que» o pedido seja logo atendido.
Desde já, muito obrigado!
O pronome lhe como complemento de melhor
Na frase «A médica me disse que o horário das 15:00 lhe é melhor que o das 16:00», o uso do lhe é gramaticalmente correto?
Já ouvi falar do caso em que o lhe pode acompanhar um verbo de ligação para agregar significado a um adjetivo, como em «A ferramenta lhe é útil».
O adjetivo melhor também aceita que tenha sentido agregado pelo lhe?
Ou o correto seria, no contexto da primeira frase, «A médica me disse que o horário das 15:00 é melhor para ela que o das 16:00»?
Obrigado!
Uma oração adjetiva explicativa reduzida de particípio
Qual seria a correta classificação da estrutura destacada a seguir?
«O incidente ocorreu quando o jovem, acompanhado de amigos após uma partida futebol, estava pagando suas compras no caixa.»
A princípio, pensei que se tratasse de uma subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio; contudo, verificando a obra Novas Lições de Análise Sintática, de Adriano Gama Kury, notei que o autor repele absolutamente essa classificação.
Desde já meu agradecimento.
Adjetivo seguido de aposto
Sabemos que o aposto tem natureza substantiva e se refere a outro substantivo, certo?
Mas tenho uma dúvida: pode haver uma construção apositiva para se referir a um adjetivo, por exemplo?
Ex.: «O etanol é límpido, atributo fundamental deste combustível.»
Neste caso, ainda existe aposto?
Obrigado!
Complemento vs. modificador: o nome retrato
Devo felicitar-vos pelo excelente trabalho que têm vindo a fazer!
Tenho uma dúvida no que diz respeito ao complemento do nome referente ao nome retrato nos contextos seguintes:
1. O retrato da tua filha está perfeito.
2. O retrato que o artista elaborou está exposto na galeria.
Na frase 1, foi indicado que «da tua filha» seria um complemento do nome. Percebi a análise, visto que o nome retrato pode ser entendido como denotando uma representação visual ou gráfica e, ao retirar «da tua filha», o sentido referencial de retrato seria impreciso.
Contudo, na frase 2, a expressão «que o artista elaborou» foi considerada como modificador do nome restritivo. Sei que é uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva e sei que estas costumam ter a função sintática de modificador do nome restritivo. Todavia, o sentido referencial de retrato não ficaria impreciso se esta fosse retirada, dado que é um modificador? Se a frase fosse «O retrato da tua filha que o artista elaborou está exposto na galeria», entenderia muito melhor a análise... Que justificação pode ser dada para se considerar ambas as análises sintáticas corretas?
Posso inferir que, não importando o contexto, se aparecer uma oração subordinada adjetiva relativa, esta terá sempre, sem exceção, a função sintática de modificador do nome, mesmo que eu saiba que o nome possa exigir um complemento do nome (como alguns nomes deverbais: «A oferta da casa foi feita ao casal» vs. «A oferta que o casal recebeu foi uma casa»?
Obrigada pela vossa atenção!
O verbo reduzir com regência
Relativamente ao uso de «reduzir pela metade», «reduzir para a metade» ou «reduzir à metade», gostaria de saber qual destas formas é mais correta nestes dois exemplos:
(1) «Após o desconfinamento, embora os locais recreativos começassem a acolher os clientes, a lotação permitida estava reduzida à metade.»
(2) «Embora a sala de espera possuísse diversos assentos, a proximidade entre as fileiras da frente reduziam-nos para a metade.»
Não sei se as opções que usei são as mais corretas.
Podem esclarecer-me esta dúvida, por favor?
Muito obrigada!
Complemento oblíquo e oração não finita: «passar a tarde a ver filmes»
Pode esclarecer-me sobre os constituintes da frase «E queria passar a tarde a ver filmes»?
«A ver filmes» é modificador ou complemento oblíquo?
O particípio passado de impactar
Tanto quanto pude averiguar, os dicionários de verbos da língua portuguesa, como, por exemplo, o da Infopédia (Porto Editora), registam impactado como a única forma possível do particípio passado do verbo impactar.
É, pois, com alguma perplexidade, que me deparo recorrentemente com formulações como «o dardo tinha impacto o alvo».
Neste exemplo, parece-me que o adjectivo impacto está a ser utilizado em vez do particípio passado impactado, cujo emprego seria mais correcto.
Estará a escapar-me alguma coisa?
Muito obrigado!
Achar e acreditar com os modos indicativo e conjuntivo
Gostaria que me tirassem algumas dúvidas quanto ao uso do indicativo e conjuntivo com verbos de opinião.
As gramáticas indicam que depois de verbos de opinião na forma afirmativa usamos o indicativo e depois da negativa usamos o conjuntivo.
a) Acho que o livro está na biblioteca.
b) Não acho que o livro esteja na biblioteca.
Seria agramatical dizer o seguinte?
c) Acho que o livro não está na biblioteca.
d) Achei que o livro estivesse na biblioteca.
De acordo com a regra, d) não deveria ser «Achava que o livro estava na biblioteca»?
E quanto às seguintes frases?
(e) Não achei que o livro estava na biblioteca.
(f) Não creio que hoje fico em casa.
E uma última questão, o verbo acreditar segue a mesma regra que os restantes verbos de opinião ou há alguma exceção?
(g) Acredito que o livro está na biblioteca.
(h) Não acredito que o livro esteja na biblioteca.
Com este verbo, soa-me melhor ouvir as duas formas, afirmativa e negativa, no modo conjuntivo.
Pedia que me confirmassem se estão corretas as frases.
Caso sejam gramaticais, qual é, afinal, a regra para o uso indicativo e conjuntivo com os verbos de opinião?
Obrigada!
