O uso adverbial do adjetivo fácil
«Eu posso determinar o valor das forças relativamente fácil.»
Ouvi essa frase em um curso de Astrofísica, veio-me a dúvida: colocar «de forma» antes de «relativamente» constituiria uma redundância ou seria necessário? A frase está gramaticalmente correta?
Obrigado!
«Já não» e «não... mais»
Gostaria de saber quando usar de já e mais, por exemplo, «já não tenho ganas de o fazer», «não tenho mais ganas de o fazer».
Júlio Moreira refere que é erro usar de mais em lugar de já. Mas a que situações é que esse uso se aplica? Em que casos é que se emprega «já não» e «não mais»? Lendo José Luís Peixoto, tenho vindo a observar a presença de já não, embora noutras passagens ele se valha de não mais. Quando é que se deve usar «não mais» e quando «já não» de acordo com a norma culta portuguesa?
Reconhecido imensamente ao vosso trabalho.
Os adjetivos hipertensivo e hipertensor (II)
Como se deve dizer: «medicamento anti-hipertensor» ou «medicamento anti-hipertensivo»?
Muito obrigado.
A expressão «tudo o resto» (II)
Esta questão já foi aqui apresentada por outro consulente e a vossa resposta foi «Penso que deve dar preferência ao uso da expressão "tudo o resto"».
Eu mantenho as minhas dúvidas, até porque quem respondeu não o fez com convicção ao usar o «penso que». Pois eu penso que deve ser «todo o resto», entendido como a totalidade da parte restante. Por exemplo, hoje, na capa de A Bola, lê-se que Fernando Santos fala «sobre a Liga das Nações e sobre tudo o resto».
No meu ver, estes dois conceitos são contraditórios: se fala sobre tudo, não sobra resto para acrescentar ao que fala. Ela fala, com certeza sobre a Liga das Nações e sobre a totalidade da parte restante (de matérias de futebol, certamente) que vão além do assunto principal.
Agradeço a vossa atenção.
«Roubaram-me os sapatos»
Será que é certo o uso da construção «roubaram-me meus sapatos».
A expressão «sem ais nem uis»
Gostaria de conhecer o significado da expressão «sem ais nem uis» e de saber se é de uso corrente ou não. Aproveito para perguntar se a expressão se deve colocar sempre entre aspas, independentemente do contexto em que surge.
Obrigado.
«Pedir que...» vs. «pedir a alguém que...»
Gostaria de saber se a regência do verbo pedir na seguinte sentença está adequada:
«Professora é demitida por pedir que Trump retire 'alunos ilegais' de escola.»
O correto seria «...pedir a Trump que retire...»?
Grato pelo caprichoso serviço prestado.
O nome idade referido a entidades não animadas
A palavra idade pode usar-se mesmo quando não se refere a pessoas?
Por exemplo: «Qual a idade da sua empresa?»
A pergunta em cima está correta?
Obrigado.
A polaridade na expressão «nem por sombras!»
Na frase «Nem por sombras!», como podemos considerar a sua polaridade? Negativa ou afirmativa?
O pronome relativo que numa frase ambígua
No segmento «O texto chama-se O Regresso de João Maria e aí se escreve que o país se engravatara, mas que continua com '"a mesma raça de indolentes cheios de lábia, uma gente provinciana que o poder arrebanhara e fora tosquiando a seu estrito critério".», o pronome relativo que, que introduz a penúltima oração, desempenha a função sintática de complemento direto?
A meu ver, sim, mas a opinião de outras colegas é que o mesmo se constitui como sujeito.
Grata pela atenção e parabéns pelo vosso trabalho
