A diferença entre progresso e progressos
Gostaria que me fizessem o favor de esclarecer o seguinte:
Existe, de facto, alguma diferença entre progresso e progressos?
Em princípio, eu diria que sim, mas... Por exemplo:
A) «O aluno fez progressos assinaláveis.» – correcto
B) «O aluno fez (um) progresso assinalável.» – incorrecto
C) «O progresso do aluno.» – correcto
D) «Os progressos do aluno.» – correcto
E) «O progresso da Humanidade.» – correcto
F) «Os progressos da Humanidade.» – correcto
Neste dois últimos casos, sinto que, em E), significa «o conjunto dos progressos» (o total da soma) da Humanidade; em F), parece que incide sobre os diversos casos pontuais que marcaram a evolução da Humanidade (as várias parcelas da soma). Estou errada? Ou depende de cada falante/contexto?
Muito obrigada!
O gentílico de Otava (Canadá)
Qual o gentílico de Ottawa (Otava), capital do Canadá?
Muito obrigado.
O gentílico de Jacarta (Indonésia)
Qual o gentílico de Jacarta, capital da Indonésia?
Muito obrigado.
O gentílico de Niassalândia (hoje Malavi)
Qual o gentílico de Niassalândia, atual Malauí? Seria "niassa", ou "niassalândio", ou ainda "niassalando"?
Muito obrigado.
O feminino dos adjectivos terminados em -ês
Gostaria de saber se os adjetivos terminados em -ês têm alguma regra para o feminino.
Há outros casos como o do adjetivo cortês?
Fico no aguardo da resposta.
Muito obrigada.
O gentílico de Riade (Arábia Saudita)
Qual é o gentílico de Riade, capital da Arábia Saudita, se é que ele existe?
Muito obrigado.
O nome do tocador de triângulo (instrumento musical)
Não encontrei em nenhum dicionário o nome de quem toca triângulo. Na Internet ocorrem as formas "trianglista" e "triangulista" (esta aparentemente mais adequada). Qual a forma correta?
As regências de conectar e conexão
Gostaria de saber se está correcto dizer-se «conectar/conexão à Internet». Ou deve dizer-se «conectar/conexão com (a) Internet»?
Obrigado.
Sobre anáfora e elipse em títulos
Na elaboração da capa de trabalho acadêmico "Projeto de pesquisa", informei o tema "Curatela: inovações do instituto no atual Código Civil". Para minha surpresa, a professora apontou erro no tema e me descontou pontos, alegando que o Código Civil contém diversos outros institutos jurídicos como adoção, guarda compartilhada, tutela etc, que apresentaram, igualmente, inovações, e que, portanto, a omissão da palavra curatela após o termo instituto constituiria óbice ao entendimento da delimitação do tema proposto. Discordo totalmente desse raciocínio, já que a combinação da preposição com o artigo (de + o = do) define, claramente, a referência ao vocábulo curatela, ao qual remete, e cuja repetição entendo desnecessária e deselegante, até. Assim, não vejo aí omissão ou falta de clareza. Cito, ainda, outros exemplos de construções similares que reputo, igualmente, perfeitamente claras, dispensando a repetição de termos subentendidos. Exemplos:
– Faculdade Pe. Arnaldo: dez anos de história da instituição;
– Adoção: modificações do instituto no Código Civil de 2002;
– Advocacia: o exercício da profissão nas empresas públicas;
– Orientação à Monografia Jurídica I: plano de ensino da matéria;
– Analfabetismo: a solução do problema transcende o aspecto econômico-cultural
– Brasil: o que a população espera do novo governo
Aguardo, com expectativa, resposta à indagação. Desde já, obrigado pela atenção.
Sobre as regências do substantivo relator e do verbo designar
Há tempos encaminhei uma questão relativa à regência da palavra relator. Nesta oportunidade, desejo retomá-la, em forma diversa. Vejam-se as seguinte frases: «O presidente designou o deputado Carlos Feitosa relator do Projeto de Lei n.º 489.» «O presidente considerou o deputado Carlos Feitosa especialista na matéria.»
Não cabe discutir que, assim como a palavra especialista rege em, a palavra relator rege de. Por isso, volto a questionar a correção da frase:
«O presidente acusa o recebimento da seguinte proposição, para a qual designou o relator citado entre parênteses: Projeto de Lei n.º 489 (Deputado Carlos Feitosa).»
Se for substituída a palavra relator pela palavra especialista, com as devidas modificações na estrutura da frase, ter-se-ia:
«O presidente acusa o recebimento da seguinte proposição, para (?) a qual considerou especialista o deputado Carlos Feitosa.»
A meu ver, na frase correta deverá constar «na qual», pois a regência assim o exige. O mesmo se poderia dizer da frase com a palavra relator, pois esta rege de, e não para.
Gostaria de uma opinião, que desde já agradeço.
