DÚVIDAS

Complemento adjectival, modificador adjectival e modificador do grupo verbal
Gostaria de saber qual é a função sintática desempenhada por «à poluição», «relativamente» e «no cinema» nas frases apresentadas. Devemos incluí-los no predicativo do sujeito, ou considerar que à exceção de «relativamente», que faz parte do predicativo do sujeito, «à poluição» é o complemento indireto e «no cinema» o modificador do grupo verbal? 1. «Os homens parecem indiferentes à poluição.» 2. «O acento circunflexo é relativamente raro.» 3. «Os sinais são frequentes no cinema.» Antecipadamente grata.
O género de ente e o hífen de bem-haja
Não consigo encontrar na bibliografia a solução para duas dúvidas que me colocaram há uns meses, pelo que necessito da vossa ajuda. 1.º — «o seu ente querido/a sua ente querida» — Do jornal local, perguntaram-me se a palavra ente admite uma ocorrência de um especificador feminino tal como a palavra presidente. Nós podemos dizer «o nosso presidente» e «a nossa presidente». Também podemos dizer «o seu ente querido»/«a sua ente querida»? 2.º — «bem-haja»/«bem haja»/«bem hajam» — Encontrei a solução para as formas relativas à estrutura adv. + verbo («bem haja» e «bem hajam»), mas continuo com dúvidas no nome/substantivo. Embora com o novo acordo ortográfico tenha de, obrigatoriamente, perder o hífen e deixe de ser uma palavra composta por justaposição, gostaria que me confirmassem, por favor, se ao tratar-se de um nome e de acordo com as regras da gramática normativa não teria de escrever-se com hífen tal como bem-aventurado. Obrigada pela atenção.
A tradução dos topónimos espanhóis
Quais são os topónimos espanhóis que devem ser traduzidos para português? A minha dúvida reside em que tipo de topónimos espanhóis devem ser traduzidos para português. Segundo tenho entendido, apenas as comunidades autónomas, províncias e respectivas capitais devem ser passíveis de traduzir, apesar de existirem casos em que se aceita maioritariamente o original em espanhol (ex.: Valladolid). Para os casos das restantes localidades dever-se-ia traduzir? Ex.: Miranda de Ebro -< "Miranda do Ebro", ou, dado que não existe uma definição aportuguesada, não se traduz? Obrigado.
Sobre o futuro do conjuntivo
Talvez, para mim, uma das formas mais intrigantes da nossa gramática seja o futuro do conjuntivo. Reparemos nas seguintes 4 frases. 1) Embora eu tivesse dificuldades, conseguia trabalhar. 2) Embora eu tenha dificuldades, consigo trabalhar. 3) Embora eu vá ter dificuldades, conseguirei trabalhar. 4*) Embora eu tiver dificuldades, conseguirei trabalhar. Eu não sei a razão, mas a frase 4) me parece incorreta, e tenho a certeza de que nunca a diria substituindo-a talvez pela 3). O que se passa? É mesmo assim? Porquê?
Acerca do advérbio nomeadamente
A minha dúvida consiste no facto de, tendo em conta o nomeadamente, se, no seguinte texto, a procuração é extensível a todos os bancos, ou só à Caixa Geral de Depósitos e Caixa Económica Montepio Geral: «a quem confere os necessários poderes para representar a sociedade perante quaisquer bancos e/ou instituições de crédito, nomeadamente Caixa Geral de Depósitos e Caixa Económica Montepio Geral, podendo proceder à abertura e ao encerramentos de contas...» Grato pela atenção.
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