DÚVIDAS

O plural de eleitor-fantasma
Como não encontro no Ciberdúvidas uma resposta clara sobre o plural dos nomes compostos, nomeadamente os que integram dois substantivos, gostaria de saber: eleitores-fantasma, ou eleitores-fantasmas? Empresas-fantasma, ou empresas-fantasmas? Cidades-fantasma, ou cidades-fantasmas? Crianças-soldado ou crianças-soldados? É que ando a ler e a ouvir na comunicação social portuguesa as duas formas, indiscriminadamente... Muito obrigado.
Sobre a dupla negação: «não... nenhum»
Mesmo depois de ter consultado diversas obras de referência e lido os vários artigos sobre esta questão no Ciberdúvidas, continuo com dúvidas: é incorreto escrever «Ele não tem qualquer razão», com o significado de «Ele não tem nenhuma razão»? É que fico com a sensação de que, na segunda frase, a existência de dois elementos de caráter negativo (não e nenhuma) faz com que se anulem um ao outro, à semelhança da matemática, em que menos por menos dá mais. Assim, será que ao escrever «Ele NÃO tem NENHUMA razão» não estaremos a dizer que ele tem ALGUMA razão (se não tem "nenhuma" é porque tem "alguma")? Sei que os puristas são contra este uso de "qualquer", mas a língua evolui, ou não? Agradeço a atenção e aproveito a oportunidade para vos felicitar pelo vosso magnífico trabalho neste sítio que tão bem defende a nossa amada língua.
Nazi, nazista, liberal e liberalista
Peço um esclarecimento sobre o uso correto dos substantivos e adjetivos nas frases que se seguem: Os nazis atacaram. Os nazistas atacaram. Ele defende os valores nazis. Ele defende os valores nazistas. (Li a entrada sobre «nazi» e «nazista», mas não percebi se se referia ao Português de Portugal ou à variante brasileira.) Os liberais atacaram. Os liberalistas atacaram. Ele defende os valores liberais. Ele defende os valores liberalistas. Obrigado pela atenção.
O natural da região francesa de Morvan (Borgonha, França)
Gostaria de saber se existe alguma regra para a designação de um indivíduo oriundo de determinada região geográfica, cidade ou país. Ou seja, o habitante de Lisboa é o lisboeta. E como se poderá designar o habitante da região francesa de Morvan? Em francês é designado por Morvandiau. A designação portuguesa depende da original? Na língua inglesa (pelo menos), o habitante de determinada região é designado por escrito com letra maiúscula. Estou convencido de que, em português, esta regra não se aplica, devendo escrever-se com minúscula. Estou correcto ao afirmá-lo? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa