Conjuntivo: pretérito perfeito vs. pretérito mais-que-perfeito
Antes de mais nada, desejo-vos uma Feliz Páscoa! E agradeço o trabalho que a equipa de Ciberdúvidas faz.
A minha dúvida de hoje tem a ver com duas formas compostas do modo conjuntivo, a saber o pretérito perfeito (composto) do conjuntivo e o pretérito mais-que-perfeito do conjuntivo. Será que, exprimindo anterioridade em relação a uma ação já realizada no passado, estas duas formas são sinonímicas, significam o mesmo?
Por exemplo:
a) Embora eles tenham estudado, não conseguiram passar no exame que fizeram ontem. (Exemplo tirado do livro “Gramática Aplicada 2”, p. 60).
b) Embora eles tivessem estudado, não conseguiram passar no exame que fizeram ontem.
É igual o sentido das frases a) e b)? Ou é diferente?
Se é diferente, qual é a diferença?
Obrigada.
Contextos hipotéticos: indicativo vs. subjuntivo (Brasil)
Na frase abaixo, qual seria a conjugação correta do verbo poder, ou ambas são aceitáveis?
«Nem em sonhos doces imaginaria que algo assim [poderia/pudesse] acontecer.»
Também gostaria de saber a justificativa caso uma das conjugações seja errada no contexto da frase.
Obrigado.
Novamente «ter a» + infinitivo (Brasil)
Na frase «Escuta o que eu tenho a te dizer», a sequência «a te dizer» é objeto indireto do verbo tenho?
Ou é oração subordinada adverbial final?
Obrigado
O significado do verbo estacionar
Tem sentido dizer que as tropas estão "estacionadas" em determinado sítio?
De início pareceu-me uma tradução direta do inglês, mas entretanto verifiquei os vários significados da palavra em português e fiquei na dúvida.
Obrigado.
Beija-flor no género feminino
Posso usar na letra de música a expressão «a beija-flor pousou no berço da criação» para me referir à fêmea do beija-flor?
A locução «em relação a»
Vi alguma uma resposta do Ciberdúvidas sobre «em relação com» como organizador textual, na qual o consideravam como um galicismo a evitar.
Porém, fiquei com dúvidas no uso da mesma expressão no seguinte enunciado:
«Escolha a opção correta em relação com o texto que vai ouvir.»
Agradeço o esclarecimento. Muito parabéns pelo excelente trabalho!
Estrutura clivada: «é a data da morte de um poeta que...»
Na frase «Em Portugal, é a data da morte de um poeta que protagoniza o nosso momento cívico de unidade mais relevante.» (in Discurso de Lídia Jorge no dia 10 de junho de 2025), qual será a função sintática desempenhada pelo segmento "que protagoniza o nosso momento cívico de unidade mais relevante"?
Poder-se-á considerar:
a) modificador restritivo do nome?;
b) ou o "que" faz parte de uma expressão enfática (tendo em conta a forma verbal "é") e, nesse caso, seria o sujeito seria -"a data da morte de um poeta"-, e o predicado - "é (...) que protagoniza o nosso momento...".?
Agradeço, desde já, a V/ colaboração!
Maiúsculas: «golpe de Estado»
Escreve-se "golpe de estado" ou "golpe de Estado"?
Obrigado.
«Desde manhã até tarde» ou «desde a manhã até à tarde»
Considerando-se as frases apresentadas apenas do ponto de vista sintático, tenho dúvidas quanto ao elemento destacado:
«O melhor é que foi tudo na minha casa. Desde manhã ATÉ [à?] tarde houve festa.»
Obrigado
«Vinha estudando»
Vejo sempre em livros o ensino de conjugação dos tempos composto com o auxílio do verbo ter.
Ex.: «Tenho estudado bastante...»
Nunca vi, todavia, exemplos com o verbo vir, apenas na linguagem falada do dia a dia.
Ex.: «venho estudando bastante nos últimos dias...»
Assim, gostaria de saber se esta última construção é abrangida pela norma culta ou é fruto de coloquialismo.
Desde já agradeço pelo apoio de sempre!
