Géneros digitais
Por favor, quais gêneros são considerados gêneros digitais?
Grato.
O verbo reconchegar
Ao escrever, saiu-me uma palavra que eu sempre usei: "reconchegar". O Word não a reconheceu, no entanto.
Foi então que consultei dicionários e não a encontrei, não obstante ela ter feito parte de toda a minha vida. Fui encontrá-la apenas aqui no Dicionário Estraviz. De seguida, lembrei-me que reaconchegar é também palavra que eu já usara, mas também esta não é consagrada em dicionário algum (embora, morfologicamente me parece bem construída, com o prefixo re + aconchegar).
Assim, a pergunta: existem ou não essas palavras?
Obrigado.
Deleonismo e leonismo
Essa ideologia tem grafia escrita com hífen, tudo junto ("deleonismo") ou separada por espaço ("de leonismo")?
«Primos paralelos» e «primos cruzados»
As expressões «primos paralelos» (filhos de irmãos do mesmo sexo) e «primos cruzados» (filhos de irmãos de sexos diferentes) são usadas em português europeu?
Muito obrigada.
Os adjetivos choroso, lagrimoso/lacrimoso, plangente
Queria perguntar sobre três adjetivos relacionados com o choro: choroso, lagrimoso (lacrimoso), plangente.
Como compreendi a partir das definições dos dicionários, estes adjetivos podem ser considerados como sinónimos. Contudo, parece que existe uma diferença estilística entre eles.
Choroso parece ser uma palavra neutra, enquanto lagrimoso (lacrimoso) e plangente parecem ser palavras cultas, pertencentes à literatura. Será assim mesmo?
Também encontrei os exemplos em que todos os adjetivos mencionados se usam com a palavra voz: «voz chorosa»; «voz lagrimosa»; «voz plangente».
Digam, por favor, se estas três combinações de palavras têm o sentido diferente. Se sim, quais são as diferenças?
Desde já agradeço.
Coordenação e uso demonstrativo de o/a
O emprego de o(s)/a(s) como pronome demonstrativo é obrigatório em contextos como:
«Examinei os factos da vida do João, e os da da sua esposa e filhos.»
Ou pode dizer-se simplesmente:
«Examinei os factos da vida do João, e da sua esposa e filhos.»
Muítissimo obrigado pelo vosso trabalho!
A grafia de niilismo
Em português, não é usual palavra com dois is seguidos sem que haja hífen... mas niilismo é exceção! Qual a justificativa?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
O determinante possessivo e a expressão «descargo de consciência»
Como se deve dizer «por descargo da sua consciência» ou por «descargo de sua consciência»?
Grato do vosso trabalho!
Vírgula e conjunções: «Mas, quando me vi...»
No brilhante livro Manual de boa escrita; vírgula, crase e palavras compostas, da prof.ª Maria Tereza de Queiroz Piacentini, ela afirma que o mas pode ser usado sem vírgula quando «inicia oração seguida de uma conjunção subordinativa».
Eis uns dos seus exemplos:
«Mas quando me vi sem saber o que comer, bateu o desespero.»
«Os instrumentos iam parando... Mas à medida que as velas se apagavam, outras luzes se acendiam.»
Naturalmente, eu teria usado uma vírgula após o mas em ambos os exemplos por acreditar ser uma intercalação.
Dito isso, venho lhes consultar a esse respeito e aproveito para estender minha dúvida ao mesmo caso em se tratando de outras conjunções como e, então etc. quando iniciam uma oração.
Agradeço desde já.
Os valores do gerúndio simples e do gerúndio composto
De uma forma muito resumida, costuma-se dizer que a forma simples do gerúndio indica uma ação em curso e a forma composta, por sua vez, indica uma ação concluída antes da ação expressa na oração principal.
No entanto nestas duas frases, as duas formas do gerúndio parecem indicar o mesmo tempo, posterioridade à ação expressa na oração principal:
Gerúndio simples: «Lendo o livro, podes sair.»
Gerúndio composto: «Tendo lido o livro, podes sair.»
Na minha leitura, as duas têm o valor de futuro. Está certa a leitura?
É uma particularidade das orações que exprimem a ideia de condição? Poderia dar-me outros exemplos de frases em que as duas formas têm o mesmo valor?
Obrigada.
