Disjunção, adjunção, conjunção
Se disjunção, segundo a Porto Editora, é o acto ou efeito de disjungir, muito grato ficarei se me esclarecerem se adjunção e adjunto derivam do verbo juntar ou adjungir e, identicamente, se conjunção deriva do verbo juntar ou de conjungir.
A expressão «pé de castelo» (Goa)
Tenho estado a ler a obra Jacob e Dulce do luso-goês Francisco João da Costa (Gip) e, em pelo menos duas passagens, há personagens que se referem ao protagonista como «pé-de-castelo». Pelo contexto, depreende-se que será alguma forma de desconsideração. Porém, não consegui encontrar o significado concreto desta expressão em nenhum dicionário online e, mesmo esquadrinhando pelo Google, só encontrei alusões a um determinado tipo de formação/unidade militar histórica.
Sabem o que é que poderá significar ao certo?
Obrigado.
Suplicar e querer
Pergunto-vos se o verbo suplicar admite esta ocorrência:
«Ele suplica QUE queria ver a pessoa DE QUEM ele estaria gostando.»
Aproveito, ainda, para se a expressão «de quem» está correta.
Obrigado.
Adjetivos e modalidade apreciativa
A modalidade expressa nas frases «As mulheres do meu país é uma das obras mais notáveis de sempre sobre a sociedade portuguesa» e «É verdadeiramente admirável e arrepiante a coragem e a determinação de Maria Lamas» é apreciativa ou epistémica com valor de certeza?
Grata pela atenção.
Concordância com «cada um»
Aproveito para desejar um excelente 2025 a todos os que integram esta fabulosa equipa do Ciberdúvidas.
A questão que me traz hoje aqui é alusiva às frases construídas com o quantificador universal cada.
Pelas minhas pesquisas, descobri que designa qualquer elemento de um grupo de forma individual. Também pude observar que, da mesma maneira, se anteceder um nome, também retrata individualmente qualquer elemento de um grupo. No entanto, se houver elementos coletivos numa frase para incluir, o meu raciocínio não está tão claro. Vejamos os seguintes exemplos:
(I) «Os fogos de artifício revelaram-se um espetáculo digno de cartão-postal. Cada um mais colorido que o outro, ofuscava momentaneamente as estrelas e contrastava com as luzes dos colossais edifícios da cidade.»
A minha dúvida surge nas conjugações verbais da segunda oração. Ainda que me pareçam corretas, deveria mantê-las na terceira pessoa do singular? Às vezes, quanto mais leio uma frase mais ambígua me soa. Podiam esclarecer-me esta dúvida, por favor?
Obrigada!
A expressão «fazer (a) cirurgia»
Gostava de agradecer o vosso trabalho. Tem sido muito esclarecedor para os seguidores do Ciberduvidas. Muito obrigada!
Deixo aqui uma frase de uma amiga que me gerou dúvidas: «... não sei se é para fazer a cirurgia às cataratas.» A minha dúvida está em «às cataratas». Eu diria das cataratas. Qual é a correta?
Obrigada pela vossa atenção e pelo vosso trabalho!
A expressão expletiva «é... que...»
No período «É a tarde que chega», ocorre o emprego da expressão expletiva «É... que», caracterizando um período simples, ou trata-se de um período composto formado por duas orações distintas («É a tarde» e «que chega»)?
Além disso, na análise sintática do período, o sujeito da forma verbal chega é «tarde» ou «que»?
Obrigado!
Acerto e asserto
Sei mais ou menos quando se usa acerto e quando se usa asserto, mas há um caso específico em que estou na dúvida.
É este: «Ele disse uma coisa estranhíssima, ninguém acreditou. Então ele demonstrou o seu acerto/asserto».
Obrigado.
Interrogativa indireta: «perguntar aonde/para onde vai»
Normalmente o verbo perguntar pede um complemento indireto. Por esta razão, perguntava se o verbo em causa pode reger a preposição destacada para: «O pai perguntou para aonde o filho ia.»
Cumprimentos
As origens dos sufixos -ão e -asco/a
Quais as origens dos sufixos -ão (presente em calorão) e -asca (presente em nevasca)?
Por favor, muitíssimo obrigado e um grande abraço!
