Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Geobson Freitas Silveira Agente público Bela Cruz , Brasil 763

É de conhecimento do Ciberdúvidas alguma doutrina que aponte a locução «logo que» como conjunção condicional?

Pergunto isso porque sempre vejo em manuais de gramática que a referida locução pertence às conjunções temporais.

Porém vi em um livro de português o seguinte exemplo no rol do exemplário condicional: «Irei, logo que me permitam.»

Obrigado.

Geobson Freitas Silveira Agente público Bela Cruz, Brasil 848

Desde idade muito tenra, no marasmo de minha pacata cidade onde nasci e resido até hoje, sempre ouvi das pessoa que me rodeavam frases utilizando o advérbio sempre para esclarecer um fato ou evidenciar algo.

Na verdade, me dei conta disso após aprender o que é um advérbio. Daí é que me veio o questionamento, já que toda fonte que consultei só o aponta como advérbio de tempo.

«Não adianta teimar com ela, sempre vai dizer que é mentira mesmo.»

O sentido era o de sempre justificar algo.

Há outros sentidos atribuídos a este advérbio além de tipicamente o de tempo?

Pedro Ludgero Guedes Professor Vila Nova de Gaia, Portugal 2K

Gostaria se saber se as frases «de cima até abaixo na escala social» e «de cima até embaixo na escala social» estão ambas corretas e, a ser este o caso, qual a menos corrente na atualidade de Portugal.

Muito obrigado.

Farajollah Miremadi Engenheiro Lisboa, Portugal 3K

Do ponto de vista gramatical, é possível substituir verbos no condicional com os mesmos verbos, mas no futuro do pretérito composto, sem modificar o sentido da frase?

Por exemplo, queria saber se as frases seguintes são usadas com os mesmos significados.

1) Aonde é que ele iria? = 2) Aonde é que ele teria ido?

Muito obrigado.

José Lopes Aposentado Arcozelo, Portugal 787

Porque se diz «um amigo para o inverno»?

Eva Falcão Administradora hospitalar Lisboa , Portugal 527

Como se deve dizer: «até que era engraçado!», ou «até era engraçado!»?

Qual a função do que aqui?

Obrigada.

Cristina Aparecida Duarte Tradutora São Paulo, Brasil 1K

Recentemente encontrei o seguinte fragmento numa revista portuguesa: «Indo um pouco mais além, cabe destacar os interessados responder afirmativamente às questões 2 e 4.»

Gostaria de saber se não seria redundante o uso de «mais além» nesse contexto.

No Brasil, parece-me que poderia ser mais comum "Indo um pouco além" para adicionar uma informação ao que se disse antes, mas não tenho certeza.

Muito obrigada pela ajuda sempre inestimável.

Maria Bolton Professora Luton, Reino Unido 719

«É de salientar que o grafíti necessita de...» = é importante destacar, salientar que...

Como classificar a estrutura ser de + infinitivo? Qual é o valor da preposição de?

Muito obrigada!

Alexandra Senra Professora Porto, Portugal 717

A minha dúvida prende-se com a seguinte frase: «Um livro fala de amor.» Esta frase está correta?

Quando se identifica o tema de um livro, de um texto, na minha opinião, a expressão correta é «o livro, o texto trata, aborda, apresenta», entre outras expressões.

Grata antecipadamente por uma resposta.

Vicente de Paula da Silva Martins Professor Sobral, Brasil 1K

Tenho uma dúvida sobre o uso e a semântica (significado) das locuções "em lugar de", "em vez de" e "ao invés de".

Meu principal interesse é a faceta fraseológica das locuções: a forma e o significado cristalizados.

Ocorre que nos dicionários gerais que normalmente nos esclarecem dúvidas quanto ao emprego das locuções acima, apresentam definições circulares (circularidade lexicográfica). Por exemplo, dicionários como Aulete, Houaiss, entre outros, definem a locução em lugar de = em vez de = ao invés de. Por que isso ocorre? É por falta de abonação que os dicionários têm essa circularidade na definição das locuções? Estão ainda estas locuções em processo de gramaticalização? Há realmente sinonímia fraseológica nas três locuções?

Aguardo ansioso sua resposta.