A função sintática de quase numa frase
Na frase «Eu gosto de quase todos os desportos», o quase modifica o verbo ou o nome desportos? É que não está em causa se "quase" gosta, mas que gosta de quase todos os elementos pertencentes ao grupo "desporto".
Quase, aqui, não tem mais valor de quantificador existencial do que de advérbio?
Grata.
Uso metáfórico do verbo girar
Na frase, «as conversas giram sempre sobre essa palavra: férias», pode considerar-se uma metáfora, ou é, simplesmente, um significado que a própria palavra assume?
Temos sempre de ver, apenas, o sentido mais literal das palavras, caso contrário temos de assumir sempre um uso metafórico?
Muito obrigada pelo esclarecimento.
Pai, merónimo de família,
e família, holónimo de pai
e família, holónimo de pai
Disseram-me que a relação que se estabelece entre família e pai é de hiperonímia-hiponímia. Ainda assim, pergunto se a relação de holonímia-meronímia também pode ser considerada válida.
Grata.
A grafia dos diminutivos de Álvaro, Rúben e Tomás
Tenho esta dúvida: os diminutivos dos nomes das pessoas também perdem o acento?
Por exemplo: Álvaro – "Alvarinho" ou "Àlvarinho"? Rúben – "Rubeninho" ou "Rùbeninho"? Tomás – "Tomazinho" ou "Tomàzinho"?
Muito obrigado.
A sintaxe do verbo encontrar
Na frase «O velho moleiro encontrou o frade no caminho», o complemento «no caminho» será um complemento oblíquo, ou um modificador?
Nogado e nógado
Sempre considerei que a grafia (e a pronúncia) da palavra nogado deveria ser assim mesmo, ou seja, sem acento e tendo como sílaba tónica a sílaba ga.
Hoje tive ocasião de ver uma reportagem da RTP [1] onde não só se escrevia como se pronunciava "nógado". Em todos os dicionários onde procurei só mencionam nogado, com exceção da Infopedia, que admite as duas formas.
A minha dúvida é se "nógado" é simplesmente uma versão corrompida da palavra original, que ganhou força por via da repetição, ou se existe algo mais que justifique a adoção dessa forma, que me parece estranha e afastada tanto do latim nucatus quanto do francês nougat (havendo até a versão nugá na língua portuguesa).
Muito obrigado pela atenção.
[1 O consulente refere-se a um apontamento da RTP sobre um nógado de mais de 60 m, confecionado para assinalar os festejos do Carnaval de 2019 na localidade de Vimieiro, no concelho de Arraiolos (Évora).]
Subordinadas e subordinante
Sou professora de português e surgiu a dúvida entre colegas relativamente à divisão de orações da seguinte frase:
«Apesar de todas as dificuldades que o país enfrenta, importa estar ciente que é no mar que voltaremos ao desejado rumo para um futuro melhor para Portugal.»
Na nossa perspetiva, na frase há quatro orações pela seguinte ordem: subordinada adjetiva relativa restritiva, subordinante, substantiva completiva, substantiva completiva. Pensamos que «Apesar de todas as dificuldades» e «para um futuro melhor para Portugal» não constituem só por si orações, visto que não existe verbo.
Gostaríamos que nos explicitassem este assunto.
Desde já agradeço a atenção dispensada.
«Paisagens que os artistas descrevem como de uma beleza extraordinária»
– um caso de elipse linguística
– um caso de elipse linguística
Tenho uma dúvida quanto à seguinte frase: «São paisagens que os artistas descrevem como de uma beleza extraordinária.»
Para mim, o mais correcto seria «como sendo de uma beleza extraordinária», mas gostava de perceber se a forma como está na frase também é possível e o porquê de ser ou não ser.
Obrigada.
O contributo de agora para a coesão temporal ou para a coesão interfrásica
Na frase «E agora, se me permitem, vou falar um pouco da obra em apreço.», o advérbio agora contribui para a coesão temporal, ou para a coesão interfrásica?
Adjetivos com sufixo de aumentativo
Gostaria de saber se adjetivos como a palavra grande e gigante podem ser flexionados nas formas "grandão", "grandaço", etc.
Cotidianamente fazemos isso aqui no Brasil. Em outras palavras, a norma culta admite aumentativo e diminutivo para os adjetivos?
Obrigado desde já!
