DÚVIDAS

Foi/é, II
Na passagem de uma certa banda norte-americana pelo Brasil, seus integrantes trocaram de instrumentos - o baterista por exemplo assumiu o lugar do guitarrista - e nunca mais tornaram a fazer isso: Portanto, considerando que o show já terminou, devo dizer que: A) A platéia brasileira foi a única que pôde conferir esse raro momento. ou B) A platéia brasileira é a única que pôde conferir esse raro momento (já que até hoje nenhuma platéia, exceto a brasileira, pôde conferir o momento)
Foi/é, I
Como todos sabemos Pelé marcou 10 gols numa mesma partida e até hoje ninguém conseguiu atingir esta marca. Portanto, devo dizer que: 1) Considerando que Pelé ainda existe mas não joga mais futebol: A) Pelé foi o único jogador a marcar 10 gols numa mesma partida ou B) Pelé é o único jogador a marcar 10 gols numa mesma partida 2) Considerando que Pelé ainda joga futebol: A) Pelé foi o único jogador a marcar 10 gols numa mesma partida ou B) Pelé é o único jogador a marcar 10 gols numa mesma partida 3) Considerando que Pelé não existe mais: A) Pelé foi o único jogador a marcar 10 gols numa mesma partida ou B) Pelé é o único jogador a marcar 10 gols numa mesma partida P.S.: As 3 perguntas devem levar em consideração que independentemente da existência ou da suposta inexistência de Pelé até hoje ninguém conseguiu superar sua marca.
Como nasceu o ç, de novo
Em sua edição de 30/7/98, Ciberdúvidas, sob o título "Como nasceu o ç", publicou em "Cibernota" o seguinte: "Os espanhóis utilizam a ponta da língua para pronunciar o s de mesa (forma ápico-alveolar)". Não é verdade. Os espanhóis utilizam a ponta da língua apenas quando pronunciam o z (zapato) e o c antes de vogal (hacer); jamais quando pronunciam o s. "Mesa", em espanhol da Espanha, pronuncia-se mêssa, e a língua não se projeta contra os dentes, como pretende Ciberdúvidas.
Plural de estrangeirismos
Concordamos que quando houver equivalente em português deve-se abolir o estrangeirismo. Com a invasão da informática e seus termos, na maioria (ou seria totalidade?) dos casos em língua inglesa fica difícil a tradução e até verificamos alguns "crimes" quando traduzidos. Uma questão diz respeito a utilização obrigatória de aspas/itálicos, que torna um texto técnico por demais fantasiado. Outra questão refere-se à colocação destas palavras no plural. Um "software". Dois "softwares"? Como proceder melhor?
"Dopar": drogar e narcotizar
Tenho reparado que muitos dos jornais portugueses não temem usar "dopantes" (substâncias) e "dopado", mas recorrem sempre ao "doping" inglês. Verifico também que a maior parte dos dicionários consagram "dope" e "dopar" como termos brasileiros. Dada a actualidade da matéria (a propósito, acho estranha a pouca agitação causada em Portugal pela morte de 2 jovens basquetebolistas da equipa "Portugal Telecom"), qual a vossa opinião sobre a utilização de doping em português? Não há alternativas? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa