Novembro do corrente ano
Será correcto referir mês de Novembro do corrente ou terei de referir mês de Novembro do corrente ano?
Til, de novo
O til só se pode usar sobre as vogais 'a' e 'o'? Existe alguma palavra que leve til sobre as vogais 'i', 'e' ou 'u'?
O meu dicionário contém a palavra 'earcar', com um til sobre o 'e' (mas o meu computador só aceita tis sobre o 'a', 'o' e 'n', este último por razões castelhanas). Estranho não é?
Piauiense
A divisão silábica da palavra piauíense é: PI-AU-Í-EN-SE. Nesta palavra temos quantos hiatos e quantos ditongos. Segundo a Gramática de Rocha Lima, a rigor o encontro vocálico AU-Í não é hiato, pois em AU o (U) é semivogal e não vogal, ou seja, em AU temos ditongo, mas em AU-Í não teríamos hiato.
Línguas crioulas
É correcto dizer «línguas crioulas» para designar línguas africanas ou devemos, antes, falar de crioulos e línguas africanas como expressões linguísticas diferentes?
Uma pessoa muito viajada
Já se explicou "uma pessoa é muito viajada". Qual é o leque da voz passiva usada desta maneira? Já me deparei com a expressão uma pessoa muito lida no sentido de que ela lê muito. E outras do mesmo género? Já ouvi dizer: já estamos almoçados/jantados.
Capitã, outra vez
Embora concorde inteiramente com os pressupostos da resposta de J.N.H., tenho algumas dúvidas quanto a alguns exemplos apresentados. Os termos gigante, estudante, comerciante, chefe, oficial, parente, presidente, etc. não deveriam permanecer invariáveis? É provável que a passagem de "infante" para "infanta" tenha resultado da influência espanhola. Sem pôr em causa "infanta", pois parece consagrado, haverá necessidade de seguir a mesma lógica noutros casos que me parecem não o exigir?
Nenhum/nem um
Nenhum ou nem um? Demais ou de mais?
Por favor, os senhores poderiam exemplificar tais ocorrências?
Agradeço-lhes.
Colocação pronominal
Olá, amigos do Ciberdúvidas! Tenho uma grande dúvida sobre o uso da colocação pronominal nas duas principais variantes do Português, a européia e a brasileira. Pesquisando sobre o tema, vi que na resposta à pergunta sobre a regularidade do verbo fazer em casos de mesóclise foi dada a seguinte resposta: «o correto é 'ela far-lhes-á um bolo'». Entretanto, isso não é compatível com o que tenho visto nas gramáticas brasileiras, que dizem ser incorreta a ênclise após pronome pessoal. Portanto, eu pergunto:
1) Qual é a regra de colocação pronominal em Portugal?
2) Esse tema foi contemplado no Acordo Ortográfico de 1990? (Justamente por ser um acordo 'ortográfico', não contemplaria questões gramaticais?)
3) Não o tendo sido, de que modo essa questão poderia vir a ser harmonizada? Não seria recomendável a liberalização da colocação pronominal em português, visto que há dois usos bastante díspares, e o que é pior, há pouco em comum entre as duas normas (ao que me parece, pois conheço apenas o uso e não a norma portuguesa), e a brasileira é simplesmente 'atropelada' pela grande maioria dos falantes!?
Desculpem-me se a pergunta ficou demasiado longa, mas a dúvida que tenho é realmente grande!
Muito obrigado desde já.
Aquando de
Deve-se escrever de que forma:
-aquando da aplicação dos métodos de selecção?ou -a quando da aplicação dos métodos de selecção.
Porque/por que, novamente
Há cerca de uma semana enviei-vos uma pergunta sobre o uso de "por que" e "porque". Acabo de ler uma resposta vossa a uma pergunta sobre o mesmo tema, datada de 15/12/98, em que se escreve o seguinte:
Escreve-se assim: «Se queres ser homem, porque não estudas?» A razão é a seguinte: porque é um pronome interrogativo - uma só palavra. Compare com esta frase: «Não sei por que motivo/motivos não compareceste». Cf. Porque, por que e porquê.
Afirma-se aqui que "porque" é um pronome interrogativo. Ora, na resposta anterior referida ("Porque, por que e porquê"), diz-se que "porque" é um advérbio interrogativo. Nunca tinha visto esta palavra classificada como pronome interrogativo, embora já me tivesse interrogado por que razão o não seria. Em que ficamos afinal?
