DÚVIDAS

Gentílicos
Porto Rico. Capital: San Juan (ou São João?). Gentílico: porto-riquenho (ou porto-riquense?). El Salvador. Capital: San Salvador (ou São Salvador?). Gentílico: salvadorenho (ou salvadorense?). Saara (ou Sará, ou Sara?). Gentílico: sarauí (ou saarauí, ou sariano?). Dúvidas semelhantes se podem colocar em relação ao "aportuguesamento" dos nomes de cidades estrangeiras ou dos gentílicos de vários países (panamiano ou panamenho, canadiano ou canadense...). Já agora, gostaria de saber a diferença entre azerbaijanês e azeri.
Alternativa, outra vez
A minha dúvida já foi objecto de resposta anterior, mas que não me esclareceu inteiramente. É sabido que o espírito da língua nem sempre está de acordo com as implicações decorrentes da análise lógica em sentido estrito. Penso (mas não tenho a certeza) ser este o caso da utilização da palavra "alternativa" em certos contextos. Por exemplo, é frequente ouvirem-se expressões do tipo: "o caso é muito grave e a única alternativa é operar o doente". Ora, em frases deste género parece que não estamos perante alternativa nenhuma. Não há dois termos entre os quais possa escolher-se, como necessariamente decorreria do uso lógico do termo "alternativa". No nosso exemplo o doente tem que ser operado e ponto final. A única alternativa significa aqui que ele, afinal, não tem alternativa. Todavia, embora logicamente incoerente, não me parece que frases deste tipo sejam linguisticamente incorrectas. Qual a Vossa opinião?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa