DÚVIDAS

Talibã/Talibãs
Na generalidade dos "mass media" portugueses ouve-se e vê-se escrito "os Taliban". Na imprensa brasileira já vi "o Taleban". Penso que será por influência do inglês "the Taliban", em que o adjectivo que adquire a função de substantivo colectivo não tem marca de plural (-s). Em português, não deveria ser "os Talibãs" ou "o Estado Talibã"? Rui PombalLisboaPortugal  Deve escrever-se "taliban/talibans"?  Ou "talibã/talibãs" (como me parece mais de acordo com a feição da nossa língua)? João AraújoPortugal  Talibã ou Taliban? O que originou o seu nome?  Monteiro LuísPortugal   Aparece-me dito e escrito das duas maneiras: os taliban e os talibans. Explicaram-me que Taliban é uma sigla que significa estudantes muçulmanos e que serve para o plural e o singular. Mas não se deverá respeitar a tendência da língua portuguesa para distinguir entre o singular e o plural? E não se deverá empregar o til num termo que já se tornou corrente e, por isso, já pertence à língua portuguesa? M. CoutinhoMéxico   Talibã ou taliban? A escrita da palavra 'talibã(an)' em cada uma das formas está dependente apenas da convensão adoptada, ou há efectivamente uma correcta? Verifico que, por exemplo, o Público escreve 'taliban' e o Expresso 'talibã'. Valter A. CapeleiroPortugal  Talibã? Taliban? Qual das duas formas é a correcta? Há alguma explicação? Deve usar-se o plural? Deve manter-se o n no fim por ser um nome próprio? Ou deve ser considerado comum e usar-se letra pequena e aí alterar-se a grafia?  Agradeço antecipadamente o possível dissipar de algum nevoeiro...  Ferreira  Talibã ou Taliban?  Os jornais utilizam "taliban" e "talibã". Além disso, no plural, uns referem-se aos "talibãs/talibans" e outros aos "talibã/taliban".  Agradeço o esclarecimento.
Substantivos epicenos, de novo
Sou escritor brasileiro. Discordo da explicação dada quanto à prática para identificação do sexo no caso dos substantivos epicenos (setembro/2001). O complemento que se pospõe ao substantivo é um adjetivo (e não outro substantivo). Daí que se deve grafar: a cobra macha (e não macho), o tatu fêmeo (e não fêmea). A respaldar esse entendimento cercam-me bons autores, inclusive Aurélio Século XXI. Apreciaria receber seus comentários, esclarecido que sou assíduo leitor do Ciberdúvidas, ‘site’ que recomendo freqüentemente a pessoas de minhas relações.
Emprego e uso
   Sou estudante do curso de Letras da Universidade Braz Cubas, localizada na cidade de Mogi das Cruzes. Estou cursando o 2.° semestre.    No curso que estou fazendo existe uma disciplina chamada Língua Latina, na qual estou estudando a matéria Gramática Histórica.    No dia 29 de setembro de 2001 realizei uma prova sobre a evolução da língua portuguesa. Nesta prova havia uma questão bastante polêmica e segundo minha interpretação permitia dupla resposta. A referida questão está descrita abaixo:    1 – Quanto ao uso uma língua pode ser___________________    A resposta dada por mim foi a seguinte:    Quando ao uso uma língua pode ser literária (usado pelos artistas da palavra, pelo povo culto, ensinada nas escolas e nas academias) ou popular (usada pelo povo inculto e despreocupado, que não observa os preceitos gramaticais).    A resposta dada por mim, tinha como base às afirmações propostas por Serafim da Silva Neto e descritas por Dolores Garcia Carvalho e Manoel Nascimento no livro Gramática Histórica, Editora Ática, São Paulo, 6ª edição, 1970, página 13. Segundo Carvalho e Nascimento estes são os dizeres do senhor Serafim da Silva Neto: "Uma língua tem dois empregos distintos: o literário, quase sempre escrito, usado pelos artistas da palavra e pela sociedade culta, difundido nas escolas e academias - e o popular, falado quase sempre, de que se serve o povo despreocupado e inculto." Ao meu ver o termo "emprego" citado por Serafim, pode ser substituído por um sinônimo, que a palavra "uso" (Uma língua tem dois usos distintos ...). Diante desta substituição de termos ficou claro que quanto ao uso uma língua poder ser literária ou popular.    O professor considerou a resposta errada, pois o mesmo esperava que a resposta fosse outra.    O referido professor baseou-se nas afirmações dos autores citados anteriormente e propostas no mesmo livro: "Quando ao uso uma língua pode ser viva (a que serve de instrumento diário de comunicação), morta (a que não mais é falada, mas da qual temos conhecimentos pelos documentos deixados) e extinta (a que desapareceu sem deixar memória documentar)." (página 10).    Tenho plena convicção que a resposta por mim dada é correta, apesar de não aquela esperada pelo professor.    Venho respeitosamente solicitar a vossa ajuda para elucidar esta questão.    Um verdadeiro aluno não é aquele que somente sabe ler as páginas de um livro e responder a questões viciadas sem ao menos utilizar o pensamento lógico, mas pelo contrário é aquele que está sempre pronto a questionar e a procurar a verdade.    Uma pergunta para ser bem respondida deve obrigatoriamente ser bem formulada, não permitindo dupla interpretação.    Eu sou um estudante do curso universitário e pretendo futuramente ser um estudioso da nossa língua. Devido a estes fatos torna-se extremamente importante que eu conheça toda a verdade, sem permitir que haja dúvida. Portanto vamos discutir esta questão e procurar encontrar soluções corretas e lógicas.  
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa