«Ajudar a» + verbo pronominal
Li vários dos vossos artigos sobre próclise e ênclise, mas continuo com uma dúvida: numa locução verbal com o verbo "ajudar" como auxiliar, é legítima a próclise ao verbo principal?
Por exemplo:«Descubra recursos que ajudam a se preparar para o que aí vem.»
Ou só é correta a ênclise ao verbo principal, i.e., «Descubra recursos que ajudam a preparar-se para o que aí vem»?
Muito obrigado desde já.
Preposição + pronome relativo («em que»)
Tenho uma dúvida referente a um assunto que, por vezes, me tira o sono, a saber, a tal regência verbal.
Lendo um artigo, deparo-me com o seguinte trecho:
«Para ter um corpo magro e saudável não basta cortar calorias. Os métodos de emagrecimento mais eficazes são aqueles *em que* tanto a dieta quanto os exercícios fazem parte da rotina de quem pretende eliminar os quilos extras.»
A dúvida logo surgiu: por que a preposição em está antes do pronome relativo? Qual termo a está regendo?
Certo do auxílio, agradeço pelo tempo gasto.
O verbo correspondente a coercivo
Existe o verbo "coerctar", de coerciva, coercitiva, coerção, etc.?
No caso de não existir, há alguma alternativa suficientemente eficaz no sentido da "força", "objetividade" e "agilidade" do termo?
Agradeço a atenção.
A palavra derivada micro-front-end
No campo da informática em português, o termo "front-end" é deixado em inglês.
Como transpor então "micro front-end" para português?
Pode-se compor uma palavra com termos de línguas diferentes, ficando "microfront-end"? Não se tem de deixar a parte inglesa em itálico?
Muito obrigada pela vossa ajuda.
O aportuguesamento brusqueta
Gostaria de saber qual é a tradução da palavra italiana bruschetta. Todos os dicionários em que procuro põem a mesma palavra como tradução.
Muito obrigado.
O valor do sufixo -oco
Em português europeu, o sufixo -oco/-oca serve para fazer o aumentativo ou o diminutivo?
Vi, num material da Editora Leya, que servia para diminutivo. Como exemplos, davam as palavras bicharoco, fraldoca e pernoca. No entanto, no dicionário online Infopedia.pt, pernoca é referida como aumentativo de perna e bicharoco como bicho repugnante (fraldoca não consta).
Qual o uso correto, em português europeu?
O gentílico do topónimo Meãs (Portugal)
Qual o nome correto quando nos referimos a uma pessoa que resida em qualquer uma das várias freguesias de Meãs (espalhadas por Portugal, Meãs, Meãs do Campo, etc.) ?
"Meãseiros"? "Meanseiros"? Ou outra forma?
O género de jeans
Li com curiosidade os esclarecimentos dados por José Mário Costa, no tocante ao termo inglês jeans e à sua incorporação na nossa linguagem comum. Mas resta-me uma (ciber)dúvida: feito este inevitável aportuguesamento de uma palavra destituída de género, na sua origem, como classificá-la, agora?
Substantivo masculino (como é corrente), ou feminino (como o género de roupa – «as calças» – a que pertence)?
As raízes francesas da palavra jeans são bastante plausíveis, tendo em conta a provável derivação do nome da cidade italiana de Génova, muito associada ao fabrico dos tecidos usados nesta roupa; derivação esta que tem a sua origem na designação francesa para a mesma cidade – Gênes. Chegados assim a jeans, por corruptela de tradução, percebe-se que os franceses atribuam o género masculino à palavra, uma vez que ela se situa no grupo, também masculino, denominado pantalons. Mas será esta influência razão suficiente para legitimar a atribuição do mesmo género à roupa que, entre nós, se insere no universo (feminino) das “calças”?
Eis a questão.
Cordial e reconhecidamente.
O conceito de comunicação
Por favor, eu gostaria de sanar uma dúvida sobre teoria da comunicação.
Eu estava estudando esse assunto e me deparei com o seguinte conceito sobre comunicação:
«É um processo que envolve a troca ou compartilhamento de IDEIAS entre 2 ou mais interlocutores por meio de signos (verbais ou não verbais), regras semióticas convencionadas e mutuamente entendíveis."
Desculpe se parecerem óbvios os questionamentos abaixo:
Um "bate-boca" entre pessoas no qual há ocorrência de palavras vulgares é considerado comunicação? Uma "conversa fiada" idem?
O motivo dessa minha dúvida é que eu tenho para mim que o significado de ideias se refere a algo mais intelectualizado, mais pensado teorizado e afins, uma vez que palavras obscenas e conversa fiada nada teriam a ver com intelectualidades, teorizações, pois parte de uma situação mais espontânea, que não passou por uma reflexão dos interlocutores. Entendem minha dúvida?
Um YouTuber disse uma vez: «Pessoas intelectuais falam sobre IDEIAS e pessoas INCULTAS falam sobre pessoas.»
Fiquei pensando sobre isso...
Desde já, obrigado a vocês!
As funções sintáticas de quem II
Podiam esclarecer se a resposta dada em "O relativo quem e a preposição a" está em contraste com o que já se tinha dito na resposta "O emprego dos relativos que e quem" (26/09/2018, ponto iii), no qual se diz que «quem não pode ter a função de sujeito, nem complemento direito»?
Segundo o primeiro documento, quem pode ter qualquer destas funções, como podemos ver nos exemplos 4 e 5 ali.
Como é que é possível que a frase «Sei quem a Rita encontrou no cinema» esteja correta, enquanto a frase «Chegou o rapaz quem conheci» é gramatical?
Será forma correta se removermos «o rapaz» e dissermos «Chegou quem conheci»?
