DÚVIDAS

A noção de correcto na língua
Penso que seria útil o Ciberdúvidas produzir um texto, porventura com intervenção de vários dos seus colaboradores, sobre o conceito de «correcto», de «dever» ou mesmo de «normatividade» na utilização de uma língua, bem como, porventura, sobre o valor do chamado «vernáculo». A distinção (inclusive histórica) entre filólogos e linguistas também mereceria aqui uma nota. Numa pesquisa pelo acervo do Ciberdúvidas, encontrei várias entradas relevantes. Por exemplo, as que se referem às gramáticas normativas ou o texto de Margarita Correia sobre os «dicionários de língua» (também têm interesse a sua resposta a um comentário de Carlos Ferreira e este mesmo comentário). Com reflexos no mesmo tema, encontrei ainda uma entrada de «José Neves Henriques» sobre «o correcto e o uso» e uma outra de «Carlos Marinheiro» sobre o «vernáculo». Estes dois pequenos artigos, porém, pareceram-me algo ambíguos e, suponho, dificilmente aceitáveis por outros dos colaboradores do Ciberdúvidas. Seja como for, a questão é importante, é verdadeiramente fundamental (no sentido mais forte da palavra) para o Ciberdúvidas e seus consulentes. Também foi fundamental para Celso Cunha e Lindley Cintra, que lhe dedicaram algumas páginas, embora em termos talvez algo datados. Não valeria a pena tratá-la com atenção?
Ingerível?
Gostaria de saber se existe (muito embora creia que não) a expressão «ingerível», proveniente de "gestão", com o significado de algo que não se consegue gerir. Trata-se de uma expressão comummente utilizada por gestores e economistas, referindo-se, por ex., a uma empresa deficitária cujos gastos superem os proveitos e que se, por ex., não fizerem um determinado negócio, a empresa tornar-se-á «ingerível».
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