DÚVIDAS

«... assistir a programas de televisão»
«Gosto muito de assistir televisão» em vez de «Gosto muito de assistir a programas de televisão». É fato notório que a maioria das pessoas preferem – movidas até pela lei do menor esforço – a primeira construção à segunda quando estão a se referir ao meio de comunicação denominado televisão, não a um canal de TV específico. A questão é quanto à regência do verbo "assistir". Pelo que sei, dever-se-ia construir «Gosto muito de assistir a (sem crase) televisão». No entanto, não é o que tenho visto. Aliás, não me lembro de tê-lo visto uma vez só.
Damos-vos
Há dias perguntei-vos como se deveria dizer, se damos-vos (como eu sempre disse e escrevi) ou damo-vos como muitos colegas professores dizem que é, e eu vi escrito num panfleto de concurso chegado à escola. O Ciberdúvidas prontamente me respondeu, mas como eu não pedi que dissessem por que razão é assim, venho de novo pedir que me ajudem a argumentar. Eles certamente baseiam-se no «damo-nos», mas o meu saber é apenas intuitivo. Agradeço a ajuda.
Arte-terapia, arte-terapeuta
Gostaria de uma palavra de quem é autoridade no assunto: vem se formando no Brasil uma controvérsia polêmica a respeito da grafia de arte-terapia/arte-terapeuta... Parece que pode-se escrever com ou sem hífen, mas eu pessoalmente prefiro com hífen, pela desagradável sonoridade e sequência das 2 duas sílabas te + te, que se juntam quando unimos os 2 radicais sem hífen. baseio-me na regra também do Guia Ortográfico , que determina o uso de hífen para palavras cujo primeiro radical represente uma redução adjetiva, no caso , arte tem a qualidade adjetiva em relação à terapia/terapeuta. Para tentar estabelecer um padrão uniforme do uso destes vocábulos, precisamos, nós arte-terapeutas, ouvir autoridades na língua... e aguardamos ansiosa e atenciosamente!!!
«Emprestar de alguém alguma coisa» (?)
O tão autopropalado respeito pela diversidade da "comum língua", de que esse site se diz paladino, fica reduzido a zero nas respostas de certos colaboradores. É o caso da senhora Maria Regina Rocha na assertiva de 18/2 sobre o tema "João emprestou do Pedro o dinheiro". Qualquer dicionário de português, que se não limite à variante alfacinha, que a dita senhora, para seu proveito e crédito e por consideração pelo consulente, deveria ter-se dado ao trabalho de consultar, tê-la-ia elucidado de que "no sentido de pedir ou tomar emprestado, pedir de empréstimo, receber por empréstimo, é falar brasileiro dizer-se emprestar de alguém alguma coisa».
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa