DÚVIDAS

«Filha primogénita»
Obrigada por terem voltado. O vosso trabalho é puro serviço público. Nunca desistam. Gostaria de vos perguntar como nos devemos referir a uma filha ou a uma aluna num universo em que existem ambos os sexos. Por exemplo: Tenho uma filha (mais velha) e um filho. Devo dizer, quando me refiro a ela, «a minha filha mais velha» ou «o meu filho mais velho» (estranho...). Ou ainda, numa turma, o melhor dos alunos é a Ana. Devemos dizer «A melhor aluna é a Ana» ou «O melhor aluno é a Ana»? Grata.
Ceive e ceivo
Venho colocar-vos uma questão que nasceu talvez em 1988 quando visitava a Galiza. À semelhança de outros países englobados no Estado Espanhol, a Galiza apresenta um apreciável movimento nacionalista. Este movimento produz murais muito interessantes e diversificados em boa parte da Galiza e nalguns casos, até em Portugal. A minha questão nasce precisamente com esses murais: é frequente ver-se escrito nesses murais a palavra "ceive", por exemplo Galiza ceive, significando "Galiza livre", independente. Penso que a palavra é de origem celta. O que eu gostava de saber é se esta palavra também faz parte do nosso léxico, ou se é apenas uma recuperação, ou talvez uma introdução estética dos nacionalistas galegos.
Clientelar
A palavra clientelar parece ter entrado em força na língua portuguesa, principalmente quando se abordam temáticas políticas. Por exemplo, num editorial recente do jornal "Público" podia ler-se a seguinte frase: «Candidatos permanentes a partidos de poder, tais formação tornaram-se também partidos clientelares onde os "aparelhos" têm enorme peso e influência.» A minha questão é a seguinte: a palavra clientelar existe?
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