DÚVIDAS

O plural de couve-flor
Porquê que o plural de "couve-flor" é "couves-flores" e não "couves-flor"? Não será a palavra "couve-flor" um substantivo composto por justaposição, em que o primeiro elemento é um substantivo, e o segundo, um substantivo com valor de determinante específico? É ou não "flor" o nome/designação específica daquela "couve"? Se assim for, dever-se-ia aplicar a regra em que só o primeiro elemento vai para o plural.
Novo acordo, consoantes mudas, semiaberto, valor
Aqui d'El-Rei!! Foi-me ensinado por Gaspar Machado e al. de igual valôr (como ao tempo se escrevia), já lá vai tempo (serão sessenta anos?) que as letras "não lidas", p. ex. "P", "c", etc., – BaPtismo, coreCção, ... – além do mais, serviam para abrir as vogais (que as antecediam). Hoje, D' Silvas Filho perora, mas quanto a isto nada diz, antes pelo contrário; ipsis verbis: "semi- aberto". Quem tem razão? Será que "mudam-se os tempos, mudam-se ..." e, assim, ambos estariam correctos! Quid iuris?!
«Um rosto moreninho»
Sou professora e num teste pedi aos alunos do 6.º ano que classificassem morfologicamente "moreninho" (de rosto "moreninho"). Grande parte respondeu-me que estava no grau diminutivo. Não previ esta resposta. Posso considerar que um adjectivo tem grau diminutivo? Na Nova Gramática do Português Contemporâneo não há qualquer referência a estes casos. O que devo explicar aos meus alunos? Agradeço desde já toda a vossa atenção, esperando uma resposta com a maior brevidade possível. Obrigada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa