DÚVIDAS

A pronúncia de vereador e de vereação
A minha dúvida é acerca da pronúncia padrão (de Portugal) das palavras "vereador", "vereação" e "verear", sobretudo no que diz respeito à sílaba inicial, motivada pelo texto "Os erros de Marcelo" de Maria Regina Rocha, no Pelourinho, onde se diz que a sílaba inicial dessas palavras tem um som aberto. Já tive sotaque brasileiro e, como tal, já pronunciei (ou poderia ter pronunciado) essas palavras com "e" aberto. No entanto, hoje ninguém suspeitaria desse meu anterior sotaque e não há qualquer possibilidade de eu pronunciar essas palavras à brasileira.
«Fiz-lhe fazer a lição»
Li num livro antigo da biblioteca que os verbos causativos e de sensação podem opcionalmente ser usados com pronomes indiretos quando o verbo seguinte tem objeto direto: «Fiz-lhe fazer a lição» a par de «fi-lo fazer a lição»; «vi-lhe cantar um tango» a par de «vi-o cantar um tango», mas simplesmente «vi-o cantar», porque aqui cantar não tem objeto. Nunca tinha ouvido falar nisso, mas gostei de saber da existência dessa alternativa. Gostaria que os senhores fizessem algum comentário ou retificação a respeito do que lhes expus e que falassem da freqüência, se é que existe, dessa construção na língua contemporânea. Muito obrigado mais uma vez.
A abreviatura de retórica
Em José Pedro Machado, "Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa", Livros Horizonte, 4.ª ed., Lisboa, 1987, III vol., p.172, na entrada "Grande", observa-se "«... de idade avançada; ret., o estilo sublime, estilo de grandes proporções, imponente»". Nas Abreviaturas e Siglas (págs. 11 a 19, do mesmo dicionário), não consta a abreviatura "ret.". Poderá esta ser a abreviatura de retórica? E, então, dizer-se que, em retórica, etimologicamente, "grande" significa «o estilo sublime, estilo de grandes proporções, imponente»?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa