DÚVIDAS

Ainda a definição de droga
É fácil encontrar a definição de «droga» num dicionário ou numa enciclopédia. Mas num programa de televisão sobre o assunto, já lá vai algum tempo, ouvi um dos intervenientes definir droga como tudo o que vicia, tudo que coloque uma pessoa na dependência dessa substância. Também há medicamentos que viciam. Sabemos que o álcool, o tabaco, os estupefacientes viciam, tornam as pessoas dependentes. Mas o jogo também vicia, também torna as pessoas dependentes. Conheci pessoalmenta alguns casos destes. Será que se pode definir genericamente droga como tudo o que vicia? Será que se pode definir o jogo como sendo uma droga? Vem isto a propósito de uma discussão entre amigos onde eu era o único que defendia esta tese. Todos os outros se baseavam nas definições dos dicionários. Será que estou errado e eles certos? Gostaria de auscultar a vossa opinião sobre o assunto.
Antonomásias, pronominações e cognomes
Observem, por favor, estes exemplos: D. Pedro II, o Magnânimo; Princesa Isabel, a Redentora; Rui Barbosa, a Águia de Haia. Pois bem, a este respeito, pergunto-lhes: a) deve mesmo haver uma vírgula separando o nome da personagem histórica da sua antonomásia como no exemplo (a minha dúvida deve-se ao fato de que uns usam e outros não usam a vírgula nesse caso)? b) o artigo que antecede a pronominação deve ser escrito em minúscula como acima ou em maiúscula? c) o artigo faz ou não parte da antonomásia? d) a pronominação deve ser sempre escrita com inicial maiúscula como nos exemplos? e) em casos como os supramencionados, antonomásia e pronominação são sinônimos de cognome? Também gostaria de saber se o correto seria: «A sua bisavó conheceu a Redentora» ou «A sua bisavó conheceu A Redentora». Cito mais isto, pois quero saber se, mesmo estando a antonomásia sem o prenome ao qual está relacionada, o artigo que a antecede deve ser grafado em minúscula ou em maiúscula. Muito obrigado.
Complemento preposicional ‘vs.’ modificador preposicional
Tomando como exemplo os versos dos Lusíadas «Os navegadores imploraram aos deuses/que os guiassem na perigosa aventura», de acordo com a TLEBS, a expressão «na perigosa aventura», sintacticamente, designa-se por modificador preposicional e não complemento preposicional, certo? Trata-se de uma informação acessória? Ou, neste contexto, ela assume alguma preponderância relevante?
Sintaxe e classes de palavras na TLEBS (Portugal)
De acordo com a resposta dada sobre a análise sintáctica da frase «Toda a paz da natureza vem sentar-se a meu lado», a resposta dada, à luz da TLEBS, mistura análise sintáctica e análise morfológica. Assim, a dúvida é a seguinte: À luz da TLEBS, devemos proceder a uma análise desse tipo, junto dos alunos, ou ficará apenas deste modo: Sujeito – «Toda a paz da natureza»; Predicado – «vem sentar-se a meu lado»; Complemento preposicional – «a meu lado»? Obrigada.
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