Demonstrativos e próclise
Gostava de agradecer-vos pelo vosso excelente trabalho. Estou imensamente agradecida.
A minha pergunta é: qual é a posição dos pronomes de complementos com os pronomes isso, isto? «Isso me encanta», «Isso encanta-me», «Isto me ofende imensamente, Maria!»
Desde já agradeço a vossa ajuda.
A expressão «produzir efeito(s)»
Habitualmente vê-se a redação «Entrada em vigor e produção de efeitos», sobretudo, em legislação. Contudo, já li que algo produz/produziu efeito numa determinada data, ou seja, a palavra efeito e não efeitos (no singular e não no plural).
Deste modo, gostaria de perceber qual a forma correta (ou, até, se ambas estão corretas).
Obrigada.
«Greve ao trabalho suplementar» e «greve de fome»
Porque se diz «greve ao trabalho [suplementar]» mas não «greve à comida» ou «à produtividade» e sim de fome ou de zelo? Ou ao contrário, porquê ao trabalho e não de horário laboral?
Os adjetivos amigável e amistoso
Qual a diferença entre «cooperação amigável» e «cooperação amistosa»?
Muito obrigado.
Crase e sinalefa
Em vista das regras da crase e da sinalefa, acerca das quais tenho lido alguns artigos no Ciberdúvidas, sem no entanto ter percebido quais os limites para a aplicação das mesmas, gostaria de saber como se divide as sílabas métricas do seguinte hipotético verso:
Ou a aia ia ou ia eu aí.
Muito obrigado.
A expressão «aves de capoeira»
No mundo veterinário, incluindo em legislação veterinária e documentação técnica, é muitas vezes utilizada a designação «aves de capoeira» como referência a um conjunto muito específico de espécies de aves.
Deparei-me entretanto com a seguinte designação que pretende reportar-se ao universo de todas as outras aves que não aquelas: «aves não de capoeira».
Por me parecer, independentemente de outras questões de rigor técnico, que a designação não faz sentido na língua portuguesa e que, quando muito, a designação deveria ser «aves que não de capoeira», muito agradecia o vosso parecer e fundamento.
Frases passivas e agente da passiva
A Gramática do Português da Fundação Calouste Gulbenkian distingue as orações passivas em verbais, resultativas e estativas, entre outras.
No entanto, os exemplos dados por ela pareceram-me muito acomodatícios deixando de fora muitos outros, ficando eu sem saber julgá-los, pois os critérios apontados na gramática não se coadunam com as caraterísticas deles.
Na página 441, no penúltimo parágrafo, a gramática chega a afirmar a impossibilidade de haver agente da passiva nas orações passivas resultativase na página 444 no segundo parágrafo afirma que a passiva estativa não tem componente agentiva.
Por [tais critérios] me parecerem entrar em contradição com a gramática, cheguei até a duvidar da gramaticalidade das frases abaixo (2 e 3), no entanto, qualquer nativo português ou brasileiro a quem perguntei me assegurou da correção delas.
1) A cidade foi infestada pelos ratos.
2) A cidade ficou infestada pelos ratos.
3) A cidade está infestada pelos ratos.
A mim parece-me que "os ratos" [...] são de fato agentes da infestação e podem ser considerados agentes da passiva, ou não?
O que me parece é que depende dos verbos, como poderemos ver nos seguintes exemplos:
A procuração já foi assinada pelo presidente.
A procuração já está assinada pelo presidente.
Finalmente a procuração ficou assinada pelo presidente.
O adjetivo e nome salvaguardador
Agradeço mais uma vez o trabalho realizado no Ciberdúvidas, que por diversas vezes já me foi muito útil.
Gostaria de saber, por favor, se a forma "salvaguardador" é aceita pela norma culta em língua portuguesa? Embora já me tenha deparado com o vocábulo "salvaguardador" tanto em artigos, quanto em textos de jornais, não o encontrei nos dicionários que pesquisei.
Obrigada.
A pronúncia de -e final na ligação entre palavras
Às vezes no português europeu a letra e pode mudar a pronúncia e tornar-se num [i] quando está no final da palavra e a seguinte palavra também começa com uma vogal.
Por exemplo, «treze euros» ['trezi 'ewɾuʃ] ou na frase «vou à casa de alguém» [...di aɫˈɡɐ̃j̃].
Queria saber se a letra e sempre se pronuncia como [i] quando a seguinte palavra começa com uma vogal ou há vogais específicas que façam com que mude a pronúncia do e. Existem regras com respeito às propriedades da vogal da palavra seguinte em relação a esse fenómeno?
A vogal que segue deve ser sempre aberta, por exemplo? E quais são os casos onde a e não se torna [i] embora a palavra seguinte comece com uma vogal?
«Por óbvio» e obviamente
Recentemente ouvi algumas pessoas usando a expressão «por óbvio» em vez de obviamente.
Nunca a escutei antes e não a encontrei nos dicionários em que procurei. Gostaria de saber se ela é uma expressão válida.
Grato desde já!
