DÚVIDAS

Quando e se seguidos do presente do conjuntivo
Embora se diga que quando e se nunca são seguidos do presente do conjuntivo, o fato é que eu tenho visto, inúmeras vezes, o presente do conjuntivo depois de quando, em textos jurídicos de todo o mundo lusófono. O curioso é que, como nativo, essa aplicação me soa bem nesses casos, mas não na maioria dos casos, onde aplicaria o presente do indicativo ou o futuro do conjuntivo. Dou como exemplo a seguinte frase: «As concessões por arrendamento podem ser rescindidas, quando a utilização do terreno se afaste dos fins para que foi concedido.» De fato aqui a utilização do uso presente do conjuntivo parece tirar ousadia do futuro do conjuntivo de sugerir maior probabilidade ou concretude. Este uso está correto? Qual seria o critério para o seu uso?
O nome teca, «porção»
Desde sempre ouvi a palavra teca utilizada para exprimir quantidade, coleção, conjunto, em especial quando se refere a peixe. Por exemplo, «ele pescou uma boa teca de sargos» ou a «traineira trouxe uma grande teca de sardinha». Contudo, no dicionário, o único significado que encontro para esta palavra é o relacionado com a árvore chamada teca a madeira que dela se extrai. A pergunta é: a palavra existe ou não com o significado que referi (quantidade, coleção, conjunto), ou será apenas um calão de pescadores? Antecipadamente agradecido
A formação de casario
Li numa gramática de referência que o índice temático não está presente na forma que serve de base a outra palavra. Por exemplo: casa – casota. Tenho dúvidas na palavra casario. Nesta palavra a base é formada pelo radical cas- mais o índice temático a e depois pela junção do sufixo -io, sendo -r- uma consoante de ligação. Este exemplo não corresponde ao que é dito na referida gramática. Agradeço a vossa explicação.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa