Dúvidas em relação à classificação dos verbos auxiliares
Tenho dúvidas em relação à classificação dos verbos auxiliares, em frases com três verbos ou mais; não só dos auxiliares mas também dos outros, e há vezes em que um verbo no infinitivo pode ser predicado de uma oração subordinada substantiva objetiva ou qualquer coisa desse tipo. Dá para ver que eu estou meio confusa. Na realidade, a frase de que eu gostaria mesmo de saber as classificações dos verbos é a seguinte:
«Ele deve ter querido dizer tal coisa.»
O verbo dever e o verbo ter são auxiliares. É possível dois auxiliares em uma única frase? O verbo querer seria o principal? O verbo dizer tem papel de objeto do verbo querer?
Agradeço muito se for possível esclarecerem-me essas dúvidas.
A classificação da expressão «para tanto»
Gostaria de saber a classificação gramatical da expressão «para tanto» e sinônimos.
Ainda o valor de «uma vez que»
Além do valor causal, que parece o valor mais comum, (1) não é verdade que esta conjunção pode ter o valor condicional ou ainda o valor temporal? (2) Será que o valor condicional é ultrapassado na língua atual? Eis alguns exemplos:
Condicional:
1. Uma vez que a Suíça fizesse parte da União Européia, teria de aceitar os caminhões.
2. Outros possíveis efeitos para a saúde estão envoltos em controvérsia. Há ligeiros indícios de uma ligação com o cancro (a pílula pode proteger as mulheres de algumas formas de cancro). Uma vez que se deixe de a tomar, há um aumento da probabilidade de conceber gémeos. [O Corpus de Português de Davies e Ferreira]
3. Com um mês de trabalho nas minas, os negros estavam aptos a dar bom rendimento, uma vez que o capataz os soubesse puxar. [Castro Soromenho em O Corpus de Português de Davies e Ferreira]
Temporal:
1. Uma vez que tu tenhas ido ao Brasil, entenderás a mentalidade do povo.
2. Uma vez que tu tiveres ido ao Brasil, entenderás a mentalidade do povo.
3. Ambos os lados concordam que, uma vez que você tiver todos esses bits, deverá ainda codificá-los por algoritmos para um trabalho de valor. [http://www.cinemanasala.com/dd_dts.htm]
Análise sintáctica do período «A sociedade, no seio da qual me eduquei, fez...»
Gostaria de saber a análise sintática do seguinte período: «A sociedade, no seio da qual me eduquei, fez de mim um homem à sua feição.» A mesma quase gerou violência na sala de professores de minha escola.
Aguardo resposta para a manutenção da paz na minha sala de professores.
O aumentativo de barco
Qual o aumentativo de barco? Barcaça ou barcão?
Ainda o futuro do pretérito vs. condicional
Consultando as respostas anteriores, verifiquei a resposta 7647 em que o consultor José Neves Henriques faz uma explanação sobre condicional e pretérito e as diferenças existentes em Portugal e no Brasil.
Atualmente, compulsando o volume 3 da série Soltando a Língua, do professor Sérgio Nogueira, verifiquei que a de NGB (Nomenclatura Gramatical Brasileira), em 1959, tornou o futuro do pretérito a denominação oficial para o antigo "condicional" já em desuso e traz alguns exemplos:
1) Ele dizia que não viria (dizer = pretérito imperfeito; vir = futuro do pretérito);
2) Ele disse que não viria, possibilidade usada pela imprensa quando não se sabe ao certo se ele virá...
Há até um exemplo para se evitar ambigüidades, principalmente na imprensa: «Segundo o médico, a causa da morte seria traumatismo craniano.» Nesse caso, não sabemos ao certo se o médico afirmou que a causa morte é traumatismo craniano, mas ele (= o jornalista) não tem certeza disso, ou se nem o médico tem certeza da causa da morte. Havendo realmente a certeza, dizemos: «Segundo o médico, a causa da morte é (ou foi) traumatismo craniano.»
Com base na NGB citada, como é correto escrever?:
1) Gostava de saber como será/seria melhor pontuar o texto;2) Gostaria de saber como será/seria melhor pontuar o texto;3) Gostaria de saber se há/haveria melhor forma de pontuar o texto.
Na hipótese de não ter a certeza de ter as perguntas acima respondidas, diria: «Ficaria agradecido se me respondesse» e, caso contrário, tendo a (ou quase) certeza de ter as respostas às perguntas: «Ficarei agradecido a quem me responder.» Estou certo em pensar assim?
O indicativo em lugar do conjuntivo
Sempre disse e ouvi duvidar na afirmativa com subjuntivo, mas vejo numa conceituada revista hebdomadária brasileira: «Duvido que o Brasil virá a ser um grande exportador de petróleo. Ninguém sabe qual é o custo de produzir sob a camada de sal.» Esta frase foi proferida por Albert Fishlow, economista americano, que certamente a pronunciou em inglês, e traduzida por alguém depois, o que descarta os lapsos que muitas vezes se cometem na linguagem falada. Por isso mesmo, pergunto-lhes: é lícito usar o indicativo aí? Talvez o tradutor tenha optado por esse modo por haver referência futura (vir a ser), já que o futuro do subjuntivo, existente em português, seria agramatical («duvido que o Brasil *vier a ser»). Usando o subjuntivo, teria de dizer-se algo como «Duvido que o Brasil passe a ser/seja algum dia/se torne ...».
Saudações brasileiras.
Orações justapostas
Gostaria de saber como posso classificar as seguintes orações: «Saí para a rua à chuva, finalmente, queria sentir a água sobre a minha pele seca» e «A terra seca encheu-se de festa, nesse instante, a chuva caiu, salpicando o pó do chão».
Grata pela atenção.
«Trajado de/a vermelho»
«Trajado a vermelho», ou «trajado de vermelho»?
Obrigada.
«Enveredar por uma carreira»
Gostaria de saber se é correcto dizer «envergar por uma carreira».
