DÚVIDAS

Novo Acordo Ortográfico, termos lusos no Brasil
Minhas saudações a todos vós. Sou estudante e tenho quinze anos, minha família é origem portuguesa e por isso em nosso quotidiano observo que certas pronúncias de alguns vocábulos ficam preservadas intactas, como o facto e académico; vejo-me obrigado a manter aquela ortografia seca daqui de meu país. Sendo assim gostaria de saber de vossas senhorias se este Acordo Ortográfico, em suas duplas grafias, abriria espaço para, em casos permitidos, eu adoptar a norma lusitânica de que tanto me orgulho. É sabido de todos a grande carnificina, mutilação e massacre a que a norma lusa terá que submeter-se quando vier a aceitar tais regras... Mas ao ler acerca do assunto vi que nalguns casos terei a facultatividade de escolher entre algumas formas... Desta maneira até que ponto eu poderei aproximar-me da tão benquista norma lusitana? Em que casos poderia eu utilizar o que sobrou das consoantes que foram injustificalmente abolidas aqui em meu país; utilizando-me das duplas grafias? No caso de palavras como óptimo, afecto, eléctrico, comummente, connosco, eu poderia utilizá-las em meu quotidiano? Mais especificamenta a palavras como óptimo e húmido num dicionário chamado Mordebe elas continuam intactas, mas noutras fontes observei que segundo elas estas consoantes sairiam e deixariam de ser grafadas, o que contraria o dicionário supracitado. Afinal elas saem? Ou há a possibilidade de dupla grafia nestes casos? Eu gostaria de preservar as tradições fónicas de minha família e colaborar com os amigos lusos na preservação de seu idioma. Como posso dentro do Acordo aproximar-me da norma lusa? O nome de meu avô é Antônio, mas todos lemos António, e isso às vezes nos constrange... Gostaria, através deste acordo, preservar a tradição fónica e a cultura de minha família.
A regência do verbo concernir
No outro dia, ao ler-se a expressão «No que concerne à expressão escrita», numa acta, alguém que lecciona Francês afirmou que se deveria utilizar a — este faria parte de um complemento directo — e não à, que daria origem a um complemento preposicional. Para ser franca, a explicação não convenceu a maior parte dos professores presentes. Discutimos o assunto mais tarde, mas a dúvida persistiu. Gostaria que me ajudassem a clarificá-la. Muito obrigada!
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