Depois, advérbio de tempo e advérbio de ordem
Em que situação/contexto a palavra depois é advérbio de tempo e em qual ela é advérbio de ordem?
A subclasse do advérbio incrivelmente
Na frase «Ele tinha o cabelo incrivelmente crespo», a que subclasse pertence o advérbio incrivelmente?
Será um advérbio de modo?
Cordialmente.
Um infinitivo negado e a colocação do pronome: «não ouvi-la»
A estrutura «o que implica não só ouvi-la» está correta, ou tem de ser «o que implica não só a ouvir»? Porquê?
Não entendo o porquê, especialmente porque estamos perante os vocábulos não e só, que, teoricamente, exigem a posição proclítica.
Agradecido.
Os valores do advérbio só
Tenho percebido que o uso do vocábulo só se assemelha a valores semânticos umas vezes próximos de adversativos, outras vezes talvez a condicionais como nos exemplos abaixo :
«Divirta-se bastante nestas festas juninas, faça de tudo, só não solte balão.» (não estaria só exercendo o papel da conjunção mas ou então da conjunção condicional contanto que?)
«Todos quiseram o lanche. Só você [é] que não.» (não estaria neste caso só exercendo o papel da preposição exceto?)
«Foi só terminar a aula, que o garoto começou a brigar com os colegas.» (não estaria neste caso só exercendo o papel de uma conjunção temporal?)
Orações concessivas gerundivas introduzidas por ainda
«Apesar de ter muito dinheiro, é muito avarento.»
«Ainda tendo muito dinheiro, é muito avarento.»
Estas duas frases têm significados semelhantes? A estrutura ainda+gerúndio é concessiva?
Muito obrigado.
A grafia de quase com função prefixal
Devemos escrever «experiências de quase-morte» ou «experiências de quase morte»?
Haverá algum motivo razoável para o hífen que me esteja a passar ao lado?
(Aproveito para vos agradecer: nunca me cansarei de vos agradecer pelo trabalho de esclarecimento e ajuda que prestam aos leitores e escritores em língua portuguesa.)
O advérbio aí
Ao ler matéria em revista de grande circulação, deparei com a palavra aí, mas fiquei com muita dúvida quanto ao seu sentido e sua classificação, morfológica ou gramatical neste contexto:
«Durante a entrevista à imprensa, ao lado de outros ministros, como Eduardo Pazuello (Saúde) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Bolsonaro se irritou com a pergunta de um jornalista sobre como ele havia recebido a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na terça-feira, 23, que anulou as quebras de sigilo bancários envolvendo o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no processo que investiga a prática de rachadinha (desvio de verba de servidores do gabinete) quando ele era deputado estadual. Bolsonaro, mostrando-se bastante irritado, encerrou o evento. “Acabou a entrevista aí”, disse, deixando o recinto junto os ministros e outras autoridades que o acompanhavam na visita» (Camila Nascimento, Política,Veja, 24/02/2021).
«Sempre que» e «felizmente que»
Desde já, muito obrigada pelo vosso serviço.
Em "Sempre [que saio], o carro avaria-se." e "Felizmente [que ela chegou a tempo].", como se classificam as orações destacadas? (parecem completivas, mas estas só completam verbos, nomes ou adjetivos...
Bem hajam!
«Todos foram à festa, inclusive eu.»
No período a seguir, fiquei com uma dúvida atroz, «Todos foram à festa, inclusive eu.»
«Inclusive eu» será uma oração assindética com o verbo elidido? Se «inclusive eu» fosse parte do sujeito composto, deslocado, o verbo não deveria estar na 1.ª pessoa do plural? «Todos fomos a festa, inclusive eu.»
Nesse caso, o termo «inclusive eu» não será um pleonasmo de vício [de linguagem], visto que a desinência verbal já denotaria que o locutor também fora à festa? Portanto, minha escolha seriam duas orações, a segunda com o verbo elidido: «Todos foram à festa, inclusive eu (fui).»
Grato.
A negação expletiva em «imagino o que não ...»
Usa-se correntemente a expressão «imagino o que não...» (terá dito, terá custado, etc.)
Gostava de saber qual é a lógica desta expressão, pois o mais correcto parece ser «imagino o que...».
O consulente segue a norma ortográfica de 45.
