com inversão do sujeito
A concordância verbal numa frase interrogativa
com inversão do sujeito
com inversão do sujeito
Apesar de toda a consulta no Ciberdúvidas de artigos similares, é-me complexo decidir qual a melhor opção.
«Que ciência nos ensina os livros?»
«Que ciência nos ensinam os livros?»
Pensei que a primeira opção será a mais correcta, mas, algumas horas depois de escrever a frase, tive a clara sensação de que estava errada. Compreendo que a solução simples seria optar por «Os livros ensinam-nos que ciência?», mas esta frase claramente não cumpre os objectivos da primeira no contexto em que será usada (primeira frase de uma sinopse).
Muito obrigado.
Examinardes
(2.ª pessoa do plural do infinitivo pessoal)
(2.ª pessoa do plural do infinitivo pessoal)
«– Mui distintos cavalheiros, tenho eu já escutado a interessante conversação que tendes entabulado. Forçoso é, no entanto, que agora vos interrompa para oferecer-vos algo que seria de bom alvedrio examinardes.»
Na frase acima, está correto o infinitivo flexionado examinardes?
Obrigado.
Esvaziamento
Na comunidade médica é comum ouvir/ler-se o termo "esvazionamento" (no contexto, por exemplo, da exérese[*] de todo um grupo de gânglios linfáticos: «esvazionamento axilar»). Julgo que esteja incorrecto e apenas exista no léxico português o termo "esvaziamento". Correcto?
[*] Exérese: «remoção por cirurgia» (Dicionário Houaiss).
A grafia e a pronúncia de afetar
Vivo na Dinamarca há 45 anos. Agora com o Acordo Ortográfico como é que pronuncia a palavra afetado, na frase «as plantas são afetadas pelo tempo»?
Obrigado
«Apaixonar-se por...»
Ultimamente está na moda usar essa palavra como algumas blogueiras vêm usando. Elas dizem que estão «apaixonadas nesse vestido», «apaixonei nessa bota». Porém não consigo entender o uso dessa expressão. Me soa muito errada. Pois quem se apaixona, se apaixona "por" alguma coisa, e não "em" alguma coisa.
Correto?
Empático e empatizar
Nas traduções de inglês para português, começa a aparecer o verbo empatizar e o adjetivo empático. Será aceitável?
O prefixo justa- (no verbo justapor)
Gostaria de saber a vossa opinião sobre o processo de formação das palavra justapor. Julgo saber que justa é um prefixo latino, cujo sentido de «ao lado de» poderá não ser imediato para os falantes e por isso ser considerado um eruditismo. Mesmo assim, o elemento justa parece manter as características prototípicas de um prefixo. No vosso entender há fundamento para considerar a palavra justapor como formada por composição? E nesse caso, o elemento justa é visto como radical ou palavra?
«É melhor levares a caixa» = «é melhor levare-la»?
Vejamos a seguinte frase: «É melhor levares a caixa para a cozinha.»
Se quisermos substituir a expressão «a caixa» por um pronome, como ficaria? A frase correta será «É melhor levá-la para a cozinha» (ou seja, igual à 1.ª e à 3.ª pessoas do singular)?
O verbo fantasmar
Existe o verbo fantasmar? Pode dizer-se: «o mapa de África é fruto do fantasmar do colonizador»?
Obrigada por esclarecer o significado desta palavra.
O verbo lotar
Qual a origem do verbo lotar, no sentido de «encher demais»? É comum ouvir que uma sala, um estádio ou um ônibus estão superlotados, mas o termo é também válido para cidades com mais habitantes por m2 que o normal? "Superpovoada" é, por alguma razão, uma opção mais correta?
Obrigado.
