DÚVIDAS

«Quem (te/nos/vos/lhes) dera» + infinitivo
Sou estudante de português como língua estrangeira. Tenho uma dúvida sobre a estrutura : quem me/te/lhe/nos/vos/lhes dera + infinitivo. Qual das seguintes formas é correta : «Quem te dera viveres numa mansão.» (infinitivo pessoal) «Quem lhes dera viverem numa mansão.» (infinitivo pessoal) Ou «Quem te dera viver numa mansão.» (infinitivo impessoal) «Quem lhes dera viver numa mansão.» (infinitivo impessoal) Pode-se utilizar a forma «Quem ... dera» com todas as pessoas, por exemplo com a forma nos? Obrigado pela sua resposta.
O conjuntivo para um estudante chinês
Sou um estudante do curso de Português e estudo-o há cinco anos na China, mas o conjuntivo[*] ainda para mim esconde muitos mistérios. Hoje encontrei uma frase: «Queria que a minha família e as pessoas que amo estivessem saudáveis.» Aqui quer dizer que a família e as pessoas foram saudáveis antes – a minha professora disse-me assim. Ela disse corretamente? Esta frase tem o sentido de que a família e as pessoas não foram saudáveis antes? E agora o conjuntivo exprime uma hipótese?   [* O mesmo que subjuntivo na nomenclatura gramatical brasileira.]
«Há cinco anos» vs. «faz cinco anos»
Há muita gente que tem dificuldade em empregar o verbo haver no sentido de «existir». Não é raro, antes pelo contrário, ler-se, sobretudo nas redes sociais, «Inaugurado "a" 5 anos», ou «li o livro "à" muito tempo». Ora, tenho verificado que alguns escreventes, na dúvida, optam por substituir haver por fazer, tal como os brasileiros. Por exemplo, «inaugurado faz 5 anos», ou «li o livro faz muito tempo». A minha pergunta é: está correcto este emprego do verbo fazer?   O consulente segue a norma ortográfica de 45.
A substituição do infinitivo composto pelo infinitivo simples
Em geral, gostaria de saber quando é possível substituir o Infinitivo Composto pelo Infinitivo Simples, mantendo o sentido da frase. Sei que esta pergunta já foi respondida antes no Ciberdúvidas: «Trata-se da possibilidade da substituição de uma forma pela outra– de "intercambialidade", como se sugere na pergunta –,sem incorrer em incorreção ou alteração significativa no significado da frase. O infinitivo simples (IS) pode substituir o infinitivo composto (IC), mas a inversa não é sempre possível.» No entanto, há casos em que me parece que a substituição do Infinitivo Composto pelo Infinitivo Pessoal altera o sentido da frase, ou cria, até, frases agramaticais (26). Fico por isso na dúvida se a resposta do Ciberdúvidas que transcrevi tinha um caráter geral. Tinha? No caso concreto das frases 1 a 4, penso que 1 e 2 têm sentidos semelhantes, mas 3 e 4 não. Qual é a razão para nos casos 1 e 2 ser possível fazer a substituição (caso seja) e nos casos 3 e 4 não (caso não seja)? (1) Foi bom termos tido essa reunião. (2) Foi bom termos essa reunião. (3) É bom termos tido essa reunião. (4) É bom termos essa reunião. Quanto aos seguintes pares de frases, consideram que têm o mesmo sentido? Quais são as regras que permitem (ou não) realizar a substituição de um tempo por outro? (5) Espero desligar o gás. (6) Espero ter desligado o gás. (7)No caso de não poderes vir, telefona-me. (8)No caso de não teres podido vir, telefona-me. (9) Até ele ficar bem, não me irei embora. (10) Até ele ter ficado bem, não me irei embora. (11) Em vez de terem ido ao mercado, podiam ter ido à praia. (12) Em vez de irem ao mercado, podiam ter ido à praia. (13) Depois de acabares os trabalhos de casa, podemos ver televisão. (14) Depois de teres acabado os trabalhos de casa, podemos ver televisão. (15) Apesar de o tempo ter estado péssimo, foram passear. (16) Apesar de o tempo estar péssimo, foram passear. (17) Apesar de terem tido muito dinheiro, são discretos. (18) Apesar de terem muito dinheiro, são discretos. (19) Lamento não terem assistido à reunião. (20) Lamento não assistirem à reunião. (21) Lamentei não teres vindo à festa. (22) Lamentei não vires à festa. (23) Não vás para a rua sem pores o casaco. (24) Não vás para a rua sem teres posto o casaco. (25) É provável já se terem conhecido na última reunião. (26) É provável já se conhecerem na última reunião. Uma vez mais, agradeço o ótimo serviço prestado e a atenção dispensada.
«Não percebo nada de informática»
Precisava de ajuda para esclarecer as funções sintáticas presentes na frase "Não percebo nada de informática." Assim, pedia a vossa colaboração para responder às seguintes questões que surgiram em sala de aula: 1. O constituinte "de informática" é complemento oblíquo e "nada" (assumido como advérbio de quantidade e grau, tal como "muito" e " pouco") é modificador do grupo verbal? Ou 2. podemos considerar que o complemento direto é a expressão "nada de informática", ainda que não possa ser substituída pelo pronome de complemento direto, (a frase "Não o percebo.", não sendo agramatical, não tem o mesmo significado)? Parece-me mais ou menos claro que, se omitíssemos um destes constituintes e tivéssemos frases como: 1. "Não percebo nada." 2. "Não percebo de informática." o constituinte "nada" seria o complemento direto, na frase 1. e "de informática" o complemento oblíquo na frase 2. Ou estarei enganada? Agradeço, antecipadamente, a vossa colaboração. i
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