Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Campo linguístico: Maiúsculas/minúsculas
João Pessanha Estudante Rio de Janeiro, Brasil 55K

Apesar de ter dado uma lida prévia em perguntas parecidas, não ficou claro para mim como proceder. Por favor, gostaria que esclarecessem:

Depois de ponto de exclamação ou de interrogação, quando o pensamento não estiver inteiramente completo ou quando se seguir uma oração de narrador, usa-se letra maiúscula ou minúscula? Exemplos:

«Que é isso? você enlouqueceu?»

«No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu venci o mundo.»

«Que paisagem linda! exclamou Pedro.»

«Que você dizia? indagou Lúcia»?

Ou:

«Que é isso? Você enlouqueceu?»

«No mundo tereis tribulação, mas, coragem! Eu venci o mundo.»

«Que paisagem linda! Exclamou Pedro.»

«Que você dizia? Indagou Lúcia»?

Sara Felício Tradutora Lisboa, Portugal 6K

Gostaria de saber qual a forma mais correcta de grafar (com maiúsculas ou minúsculas) os nomes das guerras e das batalhas, de acordo com o novo AO.

António Pereira Professor Setúbal, Portugal 2K

Antes de mais, gostaria de expressar o meu reconhecimento pelo excelente e útil trabalho desenvolvido no Ciberdúvidas.

O interesse de há muito pela língua portuguesa (sobretudo nos detalhes mais incómodos) e o facto de trabalhar na área do novo acordo levam-me a acompanhar atentamente as respostas que vão sendo dadas neste espaço e as publicações que vão saindo.

Assim, acabei de adquirir a obra Acordo Ortográfico 2011 – O Que Mudou no Português Europeu, de Isabel Lopes e Ana Teresa Peixinho. Antes de publicar no meu blogue uma apreciação, gostaria de saber também a vossa opinião em relação aos aspetos que considero menos positivos neste manual e que passo a expor.

1. Relativamente aos pontos cardeais, diz-se (pág. 24) que se mantém a maiúscula «quando se referem a regiões».

Observação: Ao contrário do AO45, o texto não refere regiões. Parece-me ser excessivamente simplista esta interpretação do «empregados absolutamente». Por outro lado, ela não explica que devamos escrever «Vou para o Norte» e «Vou para o norte de Portugal».

2. No uso facultativo de maiúsculas e minúsculas (pág. 25), apresenta-se o exemplo Praça da República vs. praça da república.

Observação: O NAO refere a opcionalidade na “categorização” do logradouro, pelo que a palavra República tem de manter a maiúscula, como acontece neste exemplo dado no texto do Acordo: Largo ou largo dos Leões.

3. Nas duplas grafias (pág. 28), para o português europeu é apresentada uma lista de exemplos que, segundo as autoras, são casos registados no VOP.

Observação: Tive dúvidas nalguns casos e fui ao VOP. Conclusão: cético, sectorização, vetor e sumptuoso (apresentados como situação de dupla grafia) têm uma única grafia em Portugal.

4. Em relação às situações de salvaguarda do c e p não pronunciado, diz-se (pág. 29) que «As consoantes c e p conservam-se também nos topónimos, antropónimos e nomes de empresas, sociedades, marcas ou títulos, para ressalva de direitos» e remete-se para a Base XXI do Acordo.

Observação: Este parece-me ser um lapso óbvio ou um erro grosseiro de interpretação, pois a Base XXI não inclui os topónimos.

5. Sobre o uso facultativo do acento circunflexo, apresenta-se (pág. 32) a possibilidade de usar fôrma e forma.

Observação: Tratando-se de um guia para o português europeu, é estranha esta “involução”, uma vez que na norma luso-africana este acento já não existia. Parece-me que esta facultatividade tem a ver com a norma brasileira.

6. Sobre o hífen (pág. 34), dá-se como exemplo de alteração sub-aquático (antes do AO) para subaquático (depois do AO).

Observação: Já escrevíamos subaquático, de acordo com o art. 7.º da Base 27 da Convenção de 45 que determinava o uso de hífen com o prefixo sub apenas «quando o segundo elemento começa por b, por h (…) ou por um r».

7. Também sobre o hífen (pág. 35) são dados como exemplos de alterações, entre outros, mini-saia vs. minissaia e bio-ritmo vs. biorrritmo.

Observação: Se por um lado minissaia já era admitido, biorritmo não era hifenizado.

Ney de Castro Mesquita Sobrinho Vendedor Campo Grande, Brasil 10K

Tanach é como os judeus chamam o Velho Testamento da Bíblia. Já existiria o aportuguesamento «Tanaque», assim como já se registra Talmude, como aportuguesamento de Talmud?

O livro sagrado do zoroastrismo é Avesta ou Zendavesta, pelo o que se lê no Aurélio. Pois bem, gostaria de saber se se escrevem assim mesmo, com capitular, já que o famoso léxico silencia sobre este aspecto. Outra dúvida é se a prosódia não seria antes oxítona nos dois bibliônimos, ou ao menos no primeiro, dando então Avestá e talvez Zendavestá também.

A terceira dúvida sobre este livro é se a forma Zendavesta seria a melhor, ou Zende-Avesta ou ainda Zende-Avestá seriam as preferíveis. Encontro atestada esta última no Aulete Digital. Na Internet, deparo-me também com Zend-Avesta, mas, devido à sua grafia, não me parece apropriada para o nosso idioma.

Quando ao livro sagrado do hinduísmo, as questões são a respeito do seu título, se deve ser escrito Veda ou Vedas; sobre o timbre do e, se é aberto ou fechado. Creio que, em qualquer dos casos, com capitular sempre.

Que o Ciberdúvidas, o mais iluminador dos sítios da Web, ministre-me as suas luzes, por favor.

Filipa Carvalho Jornalista Lisboa, Portugal 5K

Gostaria de saber se, ao escrever-se num artigo municípios, o mais correcto é fazê-lo com caixa baixa ou alta.

Patrícia Bettencourt Professora Ponta Delgada, Portugal 1K

Os nomes das instituições sofrem as alterações do acordo ortográfico? Por exemplo «Direcção Regional da Educação» mantém o c?

Rita Tavares Professora Aveiro, Portugal 10K

Gostaria de saber se, com a introdução do novo AO, palavras como Homem (Humanidade), Natureza (conjunto de todos os seres vivos), Sistema Solar e Via Láctea mantêm a inicial maiúscula.

José Carlos Gomes dos Santos Aposentado Loures, Portugal 5K

Qual das frases está correta?

«O Minho localiza-se no norte de Portugal.»

«O Minho localiza-se no Norte de Portugal.»

Amandio Fernandes Professor Seia, Portugal 5K

Com o presente Acordo Ortográfico, a palavra Lusíadas, poema épico, pode ser grafada com maiúscula e minúscula? Se for um nome próprio, tem de ser grafada obrigatoriamente com maiúscula. Podemos considerar a palavra lusíadas um nome próprio?

Dalila Queirós Desempregada Lisboa, Pirtugal 55K

Com o novo Acordo Ortográfico, os nomes dos dias dos meses passaram a escrever-se em minúsculas. E as abreviaturas passam igualmente a grafar-se em minúsculas?

Já agora: qual é a abreviatura de março, de maio e de junho (uma vez que a dos restantes meses não oferece dúvidas: janeiro/jan., fevereiro/fev., abril/abr., julho/jul., agosto/ago., setembro/set., outubro/out., novembro/nov., dezembro/dez.)?