DÚVIDAS

Sobre a frase «O leitor toma conhecimento
apenas do que o detetive vê e ouve»
Em «O leitor toma conhecimento apenas do que o detetive vê e ouve», «do que o detetive vê e ouve» é complemento nominal de conhecimento. O pronome relativo que é objeto direto, porque toma o lugar de «aquilo». Mas se eu fosse analisá-lo dentro do complemento, poderia ainda usar a classificação de "objeto direto", ou há outra mais precisa?
Próclise, ênclise e elipse do pronome se
associado a verbos coordenados
«É uma obra para se ler, ver e ouvir.» = «É uma obra para ser lida, vista e ouvida.» As frases acima (sinónimas) parecem ser gramaticais, mesmo sem a repetição do «se» apassivante, na primeira, e de «para ser», na segunda. Já nos exemplos abaixo, a primeira frase parece ficar agramatical sem o «se» (complemento direto) do verbo «tornar-se», enquanto a frase equivalente é claramente agramatical pela mesma razão. «Foi um jogador que se afirmou e tornou um craque.» = «O jogador afirmou-se e tornou um craque.» Em que casos pode evitar-se a repetição do clítico se numa sequência/enumeração verbal em próclise? Obrigado.
A classificação de salvo na frase «salvo quando solução diversa resultar de testamento...»
Na seguinte frase: «Quando o autor da sucessão tenha sido o participante, pode ser exigido pelo cônjuge sobrevivo ou demais herdeiros legitimários, independentemente do regime de bens do casal, o reembolso da totalidade do valor do plano de poupança, salvo quando solução diversa resultar de testamento ou cláusula beneficiária a favor de terceiro, e sem prejuízo da intangibilidade da legítima.» a frase «salvo quando solução diversa resultar de testamento ou cláusula beneficiária a favor de terceiro» é uma oração sintaticamente independente, visto que termina com uma vírgula e se segue um e na frase seguinte? A função de uma vírgula antes de um e é separar uma oração principal de uma oração coordenada?
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