Redobro do pronome pessoal e terminologias gramaticais
Em «vi-os aos dois», «comprei-as a todas», qual é a função sintáctica dos termos em destaque de acordo com a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário[1], a Nomenclatura Gramatical Portuguesa (1967) e a Nomenclatura Gramatical Brasileira (1959)?
[1 N. E. – Esta terminologia, conhecida pela sigla TLEBS e, entre 2004 e 2007, aplicada no ensino básico e secundário de Portugal, foi substituída em 2008 pelo Dicionário Terminológico, que constitui, conforme se lê na Direção-Geral de Educação, «um documento de consulta, com função reguladora de termos e conceitos sobre o conhecimento explícito da língua, de forma a acabar com a deriva terminológica». Sobre a TLEBS e a polémica que gerou, consultem-se os artigos reunidos pelo Ciberdúvidas aqui.]
«Combinar (alguma coisa) para ir...»
Relativamente ao verbo combinar, deparei-me com esta construção: «Combinámos para irmos à pista num sábado.»
Perguntava-vos se podemos usar esta construção.
Obrigado.
Uma oração coordenada oralizante: «Não gosto de os ver a chorar e eu não ter nada...»
Perguntava-vos se é possível aceitarmos esta construção frásica:
«Não gosto de os ver a chorarem por terem fome e eu não ter nada para lhes dar.»
Obrigado.
Ir + ir: «não vamos ir»
Vi na televisão a seguinte frase numa legenda, que julgo ser incorrecta[*]: «Não vamos ir».
Agradecia um comentário, perante a atitude de um colega que a defendeu e não aceitou os meus argumentos.
Desde já grato.
[* N. E. – O consulente adota a norma ortográfica de 1945.]
O uso de nomeadamente: «Fátima recebe, nomeadamente...»
Li atentamente todas as respostas que deram sobre o uso de nomeadamente. A dúvida recai no elemento precedente.
Observem-se as seguintes frases:
a) Fátima recebe católicos, nomeadamente, europeus, latinos e asiáticos.
b) Fátima recebe, nomeadamente, europeus, latinos e asiáticos.
A frase b) estaria correta? Para mim falta-lhe um nome que seja especificado / esclarecido posteriormente pelo nomeadamente. Nesta frase poderia ser «católicos» ou «várias pessoas. O que o nomeadamente faz é especificar, dar exemplos, desses católicos ou dessas pessoas. Porém, se não há referência na frase aos mesmos, esta estaria correta?
Bem hajam pelo vosso excelente trabalho!
«Ir à praia» vs. «ir para a praia»
«Prefiro ir a pé à praia» ou «prefiro ir a pé para a praia»?
Qual é correto?
Obrigada
«Que tal...?» com infinitivo flexionado
Agradecia que me explicassem o seguinte:
a) a razão do uso do infinitivo pessoal com «que tal...?» – ex: «Já é tarde! Que tal te levantares?»
b) Como classificar «que tal»?
Obrigadíssima pelo vosso trabalho e dedicação em prol do português!
A concordância com nomes de grupos musicais
Na oralidade é comum usar o artigo no plural antes do nome de grupos musicais de rock, pop e outros estilos populares urbanos. Dizemos «os Deolinda», «os Xutos e Pontapés», «os GNR», «os Queen» ou «os U2», por exemplo, em referência àqueles grupos musicais.
Todavia não dizemos "os Orquestra Gulbenkian" ou "os Banda Sinfónica Portuguesa" ou "os quinteto de Mário Laginha" (esta seria muito má...) ou "os Rancho Folclórico do Cartaxo" (não sei se existe) ou "os Tuna Universitária de Aveiro".
Porque é que isto acontece? Penso que num texto escrito não é admissível usar as primeiras formulações, ou é?
«Seguir até»
Na frase «siga até à estrada alcatroada», o verbo seguir deve ser considerado principal intransitivo (e «até à estrada alcatroada», modificador do grupo verbal), pois poderíamos dizer «Siga», «Siga depois», «Siga pela estrada alcatroada»?
Muito obrigada.
A sintaxe de começar (verbo pleno)
Na frase «este percurso pedestre começa num miradouro», o verbo começar deve ser considerado principal transitivo indireto (e «num miradouro», complemento oblíquo), já que, se disséssemos «este percurso pedestre começa agora», estaríamos a transmitir outra ideia (nesta última frase começar seria verbo principal intransitivo e agora, modificador do grupo verbal)?
Muito obrigada.
