DÚVIDAS

Sobre a palavra exuviabilidade
Poderia empregar exuviabilidade com um sujeito humano? Esta dúvida surgiu após ter visto assemântica no Dicionário Houaiss, que dizia: «assemântica: ling: que por violar as regras semânticas de uma língua, não é semanticamente interpretável, ou seja, não faz sentido, pelo menos no mundo real e no nível denotativo (diz-se da frase): por ex. “o livro abocanhou a tempestade” fere as regras de combinação entre palavras que dizem que abocanhar exige um sujeito animado e um objecto directo sólido .» Obrigado.
A regência do verbo prover, novamente
Com relação ao emprego do verbo prover, gostaria de saber se a frase a seguir está correta, e, caso contrário, se há outra opção melhor, apesar de já ter consultado as respostas anteriores e não ter ficado suficientemente esclarecido: «O objetivo da empresa é prover aos consumidores da Grande São Paulo benefícios reais, bem como gerar crescimento sustentável e lucrativo.» Por breve resposta, obrigado.
«Ser omisso» e «ser omitido» (particípios duplos) + anáfora
Li esta frase: «Uma prova de que é opcional é o facto de poder ser omitido sem que a frase deixe de ser gramatical:» num artigo em Ciberdúvidas intitulado «Sem sela» é complemento circunstancial – I, da autoria da senhora Ana Carina Prokopyshyn. A minha dúvida prende-se com «ser omitido» sobretudo depois de o meu Word me aconselhar a «ser omisso». Numa consulta ao sítio de Mark Davies encontrei apenas três frases com “ser omitido”, ao passo que no Google encontrei um infindável número de casos. Pergunto, pois, qual das duas está correcta? Tendo em conta as regras dos particípios, dir-se-ia que seria «ser omisso», porém, são mais as vezes que vejo «ser omitido» que o contrário. A não ser que algo me esteja a escapar… Gostava igualmente de deixar aqui esta frase que me parece ambígua: «Pelo meio, a voz de I Will always Love You, teve problemas com a filha, Bobbi Kristina, de 15 anos, que alegadamente a terá tentado matar», in revista Maria. Quem tentou matar quem, a filha a mãe, ou esta a filha? Agradecida.
Novo AO, oposição portuguesa, sintaxe
Vejo comentários nesta página (não gosto de site ou sítio, pois não descrevem a realidade, vez que o se busca não é a localização lógica do servidor da página, mas sim do conteúdo, ou seja, a página) acerca do acordo ortográfico celebrado entre o Brasil e Portugal e espanto-me (vou utilizar a norma aqui, embora normalmente eu jamais falaria utilizando a ênclise) com o tom raivoso dos portugueses. Primeiro, porque a repercussão desse acordo aqui no Brasil foi mínima, ou seja, os brasileiros não deram por ela. Segundo, eu pergunto e se em vez de o acordo cortar os "c" e os "p" inúteis das palavras o Brasil passasse a escrever dessa forma haveria tanta gritaria em Portugal? Acho que não! Eu acho que a questão para tanto barulho por algo que não tem som não tem origem na língua, mas sim no fato de Portugal estar sentindo-se colonizado pela colônia. Nós poderíamos chamar esse sentimento de complexo de metrópole. Será que é isto que está "a ocorrer" (como vocês podem ver, eu posso escrever utilizando formas portuguesas sem maiores problemas. E os portugueses podem fazer o mesmo?)? Coloco as duas questões para apreciação, embora reconheça que não são sobre a língua, mas sim sobre geopolítica.
Complemento oblíquo: «envolver-se numa guerra com alguém»
Como analisariam sintacticamente a frase «Ela envolveu-se numa guerra com a mãe»?Ela — sujeitoenvolveu-se — predicado verbalnuma guerra — complemento directoCom a mãe — ????????Supostamente seria complemento circunstancial de companhia, mas neste caso não possui lógica tê-lo, pois, se se envolveu numa guerra com a mãe, a mãe não seria "boa companhia".Como resolveriam esta situação?Agradeço a atenção dispensada.
A expressão «pois se»
«Consultei os mais renomados colegas (evidentemente, sem entrar em detalhes sobre a minha particular proximidade com a paciente); estes elegantemente procuraram disfarçar sua descrença na veracidade da minha descrição daquelas anormalidades psíquicas, chegaram mesmo a me olhar com desconfiança; era de esperar, pois se eu mesmo, o maior de todos eles, ainda duvidava...» Gostaria de saber se, no período acima, a expressão «pois se» está correta. Se está, como se classificaria tal locução conjuntiva? Obrigado.
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