DÚVIDAS

Um caso de catáfora num exame de Português
Gostaria de saber em que medida a expressão seguinte configura uma catáfora. O exercício, de um exame de português de 12.º ano, diz assim: «O recurso à expressão "tudo o que Fernando Pessoa não pode ser" configura uma... Catáfora, reiteração, anáfora ou elipse. (Escolha múltipla)» As soluções indicam «catáfora». Contexto: «(...) a verdade é que é de Caeiro que irradia toda a heteronímia pessoana, pois ele é tudo o que Fernando Pessoa não pode ser: uno porque infinitamente múltiplo, o argonauta das sensações, o sol do universo pessoano.» Neste caso «ele» é o correferente, e «tudo o que o Fernando Pessoa não pode ser», o referente, uma vez que na catáfora o correferente aparece antes do referente? Gostaria que me elucidassem, pois fiquei confusa. Obrigada.
Predicativo do sujeito com verbos intransitivos
na frase «Candidinha vira o filho casar pobre...»
Gostaria de saber se, nas frases abaixo, casar, apesar de ser um verbo principal, rege predicativo do sujeito («rico», na frase (1) e «pobre», na frase (2)), como acontece com os verbos sentir (em «ela sente-se triste») ou viver (em «ela vive feliz»). (1) «Casa rico! casa rico! casa rico!... » (2) «Candidinha vira o filho casar pobre por esta coisa estúpida — o amor!» (Raul Brandão, A Farsa) Parabéns pelo vosso trabalho. Obrigado.
A expressão «ser feito de...»
Gostaria de saber se o verbo ser pode ter objeto indireto. Minha dúvida surgiu após ler o Dicionário de Verbos e Regimes, de Francisco Fernandes,no qual ele diz que o verbo ser pode ser transitivo indireto. Um dos exemplos dele [é]: «À noite serei em tua casa , e de manhã partiremos.» Na frase «O que seria desses meninos se lhes faltassem os pais»,  a parte «desses meninos» é objeto indireto do verbo ser? Grato pela resposta. Parabéns pelo belo trabalho de vocês.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa