Análise sintática da frase «fazer mal em provocar-me»
«Fazes mal em provocar-me.»
Gostaria de saber, na frase acima:
1. como se classifica sintaticamente o constituinte «mal» e a oração «em provocar-me»;
2. a que subclasse pertence o verbo fazer.
Parabéns pelo vosso trabalho.
Obrigada.
A classificação de dupla na expressão «forma dupla»
Qual a classe e subclasse de «dupla» na expressão «de forma dupla»?
Não me parece que seja um adjetivo numeral, pelo facto de não expressar uma ordem. Será então um quantificador numeral multiplicativo, embora surja após o nome?
«Então» conclusivo
É admissível usar então com valor de conjunção conclusiva?
«Um homem de muito luxo. Era, então, muito rico.»
O modificador restritivo do nome na expressão «detetive do passado»
Na frase «meticuloso detetive do passado, este homem foi um gigante na construção da nossa identidade», a expressão «do passado» desempenha a função sintática de complemento ou modificador do nome?
Desde já o meu muito obrigada.
A classificação semântica do verbo acusar
Acusado é um verbo de ação ou processo?
O uso de fazer como verbo causativo
Na frase «A Internet é, a meu ver, uma fada que, com um clique, nos faz girar pelo vasto mundo», no caso de «faz girar», o verbo fazer é verbo principal ou auxiliar com valor modal?
Obrigado!
Um modificador do grupo verbal em «ergueu os olhos para o céu»
Na frase «ergueu os olhos para o céu», qual a função sintática de «para o céu»?
Obrigada.
Um caso de catáfora num exame de Português
Gostaria de saber em que medida a expressão seguinte configura uma catáfora. O exercício, de um exame de português de 12.º ano, diz assim:
«O recurso à expressão "tudo o que Fernando Pessoa não pode ser" configura uma... Catáfora, reiteração, anáfora ou elipse. (Escolha múltipla)»
As soluções indicam «catáfora».
Contexto: «(...) a verdade é que é de Caeiro que irradia toda a heteronímia pessoana, pois ele é tudo o que Fernando Pessoa não pode ser: uno porque infinitamente múltiplo, o argonauta das sensações, o sol do universo pessoano.»
Neste caso «ele» é o correferente, e «tudo o que o Fernando Pessoa não pode ser», o referente, uma vez que na catáfora o correferente aparece antes do referente?
Gostaria que me elucidassem, pois fiquei confusa.
Obrigada.
Predicativo do sujeito com verbos intransitivos
na frase «Candidinha vira o filho casar pobre...»
na frase «Candidinha vira o filho casar pobre...»
Gostaria de saber se, nas frases abaixo, casar, apesar de ser um verbo principal, rege predicativo do sujeito («rico», na frase (1) e «pobre», na frase (2)), como acontece com os verbos sentir (em «ela sente-se triste») ou viver (em «ela vive feliz»).
(1) «Casa rico! casa rico! casa rico!... »
(2) «Candidinha vira o filho casar pobre por esta coisa estúpida — o amor!» (Raul Brandão, A Farsa)
Parabéns pelo vosso trabalho.
Obrigado.
A expressão «ser feito de...»
Gostaria de saber se o verbo ser pode ter objeto indireto. Minha dúvida surgiu após ler o Dicionário de Verbos e Regimes, de Francisco Fernandes,no qual ele diz que o verbo ser pode ser transitivo indireto. Um dos exemplos dele [é]: «À noite serei em tua casa , e de manhã partiremos.»
Na frase «O que seria desses meninos se lhes faltassem os pais», a parte «desses meninos» é objeto indireto do verbo ser?
Grato pela resposta. Parabéns pelo belo trabalho de vocês.
