O verbo falar em contexto escolar
Enquanto docente, deparo-me frequentemente com a utilização do verbo falar em numerosos contextos que, na minha opinião, não são, na sua grande maioria, os mais corretos.
Assim, surgem frases, como:
a) «Ele falou que ia ao cinema.» (Influência do português do Brasil)
b) «O texto fala da história dos dinossauros.»
c) «Venho falar sobre a minha opinião sobre a televisão.»
Estes são alguns exemplos daquilo que ouço diariamente, em sala de aula, mas também do que leio nos textos escritos pelos alunos. Apesar de tentar explicar aos alunos que utilizamos este verbo, sobretudo, quando nos referimos a conversas («Ele falou com ela», «Ele falou dela», «Ele falou dos seus problemas»...), vejo que nem sempre percebem a diferença e tenho alguma dificuldade em explicá-la de outro modo.
Assim para as frases acima, sugiro que escrevam/digam:
a) «Ele disse/afirmou que ia ao cinema.»
b) «O texto conta/narra a história dos dinossauros.»
c) «Vou apresentar a minha opinião sobre a televisão.»
Gostaria, então, de saber se há alguma resposta mais adequada que eu possa transmitir aos meus alunos para a resolução desta situação, pois as suas dificuldades de expressão, quer oral, quer escrita, têm vindo a agravar-se e, contrariamente ao que muitos afirmam, não por culpa dos confinamentos a que estiveram sujeitos.
Agradeço, desde já, a sua disponibilidade em responder.
Oração sub. adverbial comparativa: «... como logo me mostrei»
Tendo a frase «Escondi-me como logo me mostrei», como devo classificar a segunda oração?
Muito obrigada.
A expressão «todo o exposto»
Verifiquei que, em muitas decisões judiciais, os juízes começam a parte dispositiva com «por todo o exposto»; noutras, com «por tudo o exposto». Exemplo: «por todo/tudo o exposto, revoga-se a decisão recorrida».
Alguma destas formas é preferível à outra? Muito obrigado.
O superlativo relativo «os mais variados»
O uso de «(os)as mais variados(as)» depois do substantivo é um vício ou só estilo?
Exemplo: em vez de «Entender as mais variadas questões», usar «Entender questões as mais variadas».
Grata.
O nome resto
Em «Esse fluxo cresceu nos anos seguintes, quando o resto do mundo seguiu a política dos Estados Unidos e também proibiu a comercialização de cocaína», seria correto dizer que resto é pronome indefinido, à semelhança de «todo o mundo»?
O verbo cair com complemento oblíquo
O verbo cair é intransitivo. Não obstante, na frase «A árvore caiu sobre mim» o segmento «sobre mim» não é complemento oblíquo?
Obrigada.
A frase «que tenha um bom dia»
Na frase, «Obrigado, que tenha um bom dia», como se justifica o elemento destacado?
Obrigado.
Modificador do grupo verbal: «estudar com os colegas»
Gostaria de solicitar um esclarecimento relativamente à função sintática desempenhada pela expressão «com os colegas» nas frases seguintes:
«A Maria estudou com os colegas.»
«A Maria estudou a matéria com os colegas.»
Tudo, antecedente do pronome relativo quanto
Nas frases :
1. «Tudo quanto houve passou.»
2. «Tudo quanto é passa.»
Em 1, o termo «Tudo quanto houve» é oração subordinada substantiva subjetiva? Ou o termo «quanto houve» é oração subordinada adjetiva?
Em 2, o termo «tudo quanto é» oração subordinada substantiva subjetiva? Ou o termo «quanto é» é oração subordinada adjetiva?
Agradeço.
A sintaxe de «está um dia bom»
Em frases como «Está um papel no chão», existe um sujeito ou este é indeterminado/nulo?
Suponho que esta frase até possa ser invertida para «Um papel está no chão», mas por outro lado, uma frase como «Está um dia bom» não permite tão naturalmente a modificação para «Um dia está bom».
Obrigado de antemão pelo esclarecimento!
