DÚVIDAS

«Se faz favor também se cá gasta...»
Confesso que, depois de fazer umas consultas neste portal, fiquei sem palavras para o elogiar. Elas já foram todas ditas. Por isso, passo ao assunto. Quando eu era criança e os meus pais me iam incutindo os princípios básicos dos valores sociais, era costume corrigirem, quando eu fazia um pedido: «Se faz favor também se cá gasta.» Decorridos todos estes anos — que são bastantes — e sem saber porquê, esta frase voltou-me à lembrança e, com ela, a pergunta: a construção estará correcta? Admito que a frase, assim dita, tenha um "aspecto" cacofónico e algo escatológico. Julgo que o correcto seria «... se gasta cá» ou «... cá se gasta». Mas será que a frase foi propositadamente alterada para que o tal "aspecto" escatológico servisse como reforço da memória (nós temos mais tendência para memorizar o obsceno)?
O uso das preposições nas regências nominais
Gostaria de saber qual a base para o uso das preposições nas regências nominais. No caso da palavra dificuldade, qual a explicação para o uso variado das preposições de, em, para? Empiricamente pude perceber que, diante de verbos, o usuário da língua tem optado pelo uso de «dificuldade em», e, diante de um substantivo, tem preferido o uso de «dificuldade de». Ex.: «dificuldade em aprender», «dificuldade de aprendizagem».
«...ansiosos por mãos hábeis...»
Gostaria que me ajudassem a perceber qual das situações apresentadas é a mais correcta. Embora saiba que ansioso pede a regência de/para/por, e ansiar, a regência por, a segunda situação também não me parece estranha. 1) «… ansiosos por mãos hábeis e robustas que os acariciem ternamente e transformem em néctar os seus frutos.» 2) «… ansiosos que mãos hábeis e robustas os acariciem ternamente e transformem em néctar os seus frutos.»
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