DÚVIDAS

As formas lo/la e no/na dos pronomes
Gostaria que me esclarecessem se os pronomes o, a, os, as tomam as formas de «tem-la» e «quere-a» em vez de «tem-na» e «quere-la». Consultei a gramática de Lindley Cintra e Celso Cunha e aplica a regra, exemplificando, «tem-nos», mas uma ficha de gramática retirada de um livro de exercícios da Porto Editora (Jogos de Língua Portuguesa, 8.º ano) apresenta aquelas duas formas como exceção. Surgiu-me a dúvida e gostaria que me esclarecessem, se possível.
O termo as como pronome demonstrativo
Sobre o esclarecimento 24 344, na frase «Existem velhas parábolas chinesas sobre tudo, e as que não existem a gente inventa» sobre a qual é pedido um esclarecimento, consideram que as é um pronome demonstrativo porque pode ser substituído por aquelas. No entanto, também pode estar a substituir a palavra parábola, num mecanismo de coesão textual. Então, por que razão considerá-lo um pronome demonstrativo e não um pronome pessoal? Afinal, o, a, os, as são pronomes pessoais? São demonstrativos? Será que só é demonstrativo o pronome o quando antecede o relativo que («Sei o que pensas») ou antecede/segue um verbo («O João disse-o») e pode ser substituído por isso/aquilo?
A função sintática de transpirados
No âmbito de uma tradução do castelhano que estou a realizar, e confrontada com a necessidade de encontrar equivalente em português para a função sintática de «complemento predicativo», sugiro como base de reflexão a seguinte frase: «Os corredores chegaram transpirados à meta.» Neste contexto, a palavra transpirados será um adjetivo e, como tal, desempenhará na frase a função sintática de modificador adjetival do nome (o antigo atributo), ou, pelo contrário, de modificador verbal?
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