DÚVIDAS

«Todas as músicas que sabe(m) bem ouvir»?
Ouço diária e insistentemente numa estação de rádio a frase seguinte, que me parece incorreta: «Todas as músicas que sabem bem ouvir.» Esta frase, tal como é dita, parece querer significar que as músicas é que sabem ouvir, e até muito bem(!) quando o que creio que o autor da frase deverá querer significar é que nos sabe bem ouvir todas essas músicas. Tendo como propósito este último significado, não se deveria dizer: «Todas as músicas que sabe bem ouvir»? Gostaria de conhecer a vossa opinião sobre estas questões (correção e significado).
A origem da palavra argamassa
Gostaria de saber a origem da palavra argamassa. Na pesquisa remetem-me para o castelhano argamasa. No entanto, em espanhol (mortero), francês (mortier) e inglês (mortar), a origem é sempre a mesma: mortarîum. Caso seja possível, pedia para me informarem o significado e quando surgiu a palavra mortarîum. Se houver alguma razão para se usar uma palavra com origem espanhola, também gostaria de saber.
Casos de sujeito do verbo haver
Nós somos um grupo de estudantes que gostara de tirar uma dúvida em relação ao verbo haver. Estamos a elaborar um trabalho onde temos de saber a diferença entre o havia e o haviam, mas surgiu uma dúvida. Sabemos que na utilização do havia não há sujeito, e que na utilização do haviam existe sujeito, mas, se o sujeito no haviam for «ele», continua a ser haviam, ou passa para havia? Por exemplo, na frase: «Ele informou os colegas que haviam perdido a pen
O uso correto dos tempos verbais
Por favor, analisem as seguintes frases: 1) «Os sindicalistas pediram à direção da Petrobras que garantisse que não haveria demissões.» 2) «Os sindicalistas pediram à direção da Petrobras que garanta que não haverá demissões.» Segundo um linguista brasileiro (Pasquale Cipro Neto), em 1, toda a ação parece circunscrita no passado, razão pela qual foram usadas as formas verbais garantissem (pretérito perfeito do subjuntivo) e haveria (futuro do pretérito do indicativo). Já em 2, foram usadas as formas verbais garanta (presente do indicativo do subjuntivo) e haverá (futuro do presente do indicativo). Segundo seu raciocínio, em 2, indica-se que, se houver demissões, elas ocorrerão no futuro (haverá), mas em relação ao presente (garanta). Já em 1, indica-se que, se houvesse demissões, elas ocorreriam no futuro em relação a todo o fato informado, que parece circunscrito ao passado (pediram). Relativamente ao mesmo tema, analisem o seguinte trecho, retirado da revista Veja (14/03/12): «Presidenta Dilma ordenou ao ministro dos Portos, Leônidas Cristino, que lance até junho o edital de concessão dos portos federais.» Conforme algumas respostas sobre o mesmo tema no Ciberdúvidas, o tempo verbal da subordinada (lance) deve concordar com o da principal (ordenou), que não ocorre nos exemplos acima, porque há um entendimento por aqui (Brasil) – não sei se certo – de que, apesar de a ação da oração principal estar no passado, a ação que se espera da subordinada é para o futuro. O que podem dizer sobre isso?
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