Cheio de nove horas, de novo
A origem desta expressão tem a ver, creio, com a hora (21 horas) a que geralmente se inicia(va)m a ópera, o teatro, o cinema, e outros eventos sociais nocturnos... E o povo via todas as damas e cavalheiros que àqueles iam assistir todos ricamente vestidos e com modos a condizerem. Daí que qualquer pessoa que se "dê ares" de bem-vestido ou bem-falante pareça "cheio de nove horas", ou seja, tem modos de quem vai ou está na ópera, no teatro, no cinema (que começam às nove horas).
A origem da palavra cruz
Qual a origem da palavra cruz que hoje é símbolo dos cristãos? Originalmente na língua dos judeus o que queria dizer "torturado num madeiro" e "crucificado"?
Madeiro
Que queria dizer, na época de Jesus Cristo, a palavra madeiro?
Dizem que Jesus Cristo foi torturado num madeiro.
Língua desconhecida
Recebi um cartão inglês em que, além das Boas-Festas em línguas conhecidas, aparecem duas mensagens: "Cyfarchion Y Tymor Frohes Fest" e "Cyfarchion Y Tymor". Tenho curiosidade em saber que língua é esta.
Utilização de dar ou dá
Qual a diferança de utilização de "dar" e "dá"?
Paus ou bengalas de esqui
Como é que se pode chamar aos "batons" de esqui? Poderá chamar-se canas ou paus?
Estereotipista
Sou estudante do 12.º ano da Escola Secundária do Cartaxo e deparou-se-me uma dúvida que espero que o vosso excelente "site" possa esclarecer: como poderei denominar o sujeito que efectua um estereótipo?? Será um estereotipista? Por mais enciclopédias e dicionários que consulte, não encontro este termo.
Obrigada pela vossa atenção.
Sinédoque: no nosso coração / nos nossos corações
Qual é a forma correcta?
"E vive para sempre no nosso coração"
ou
"E vive para sempre nos nossos corações"
A sobrevivência do Português nas ex-colónias
Por quanto mais tempo pode a língua portuguesa sobreviver em países como a Guiné-Bissau, onde praticamente ninguém se expressa nessa língua, pois existe uma língua "nacional", que é o creoulo guineense, falado e comprendido por todas as etnias? Já o caso de Moçambique, por exemplo, é diferente pois nâo há uma língua falada e compreendida por todos e o português tem por esse motivo mais possibilidades de sobreviver como língua nacional.E em Cabo-Verde, onde também há um creoulo falado e entendido por todos?Obrigado pela atençâo.
Embaixadora / embaixatriz, mais uma vez
Confesso minha perplexidade ante as opiniões expressas por F.V. Peixoto da Fonseca a respeito de tema tão elementar como as palavras "embaixadora" e "embaixatriz". Em sua intervenção datada de 07/01, o consultor de Ciberdúvidas já me havia surpreendido por sua impetuosa decisão de banir, do léxico português, o inocente vocábulo "embaixadora", que nunca fez mal a ninguém. Categórico, exclamou, naquela ocasião: "Não dizer, em caso algum, embaixadora!" Eis que, a propósito de uma observação de um outro consulente sobre o mesmo tópico (17/01), o Senhor Peixoto da Fonseca volta a tratar das embaixatrizes e das embaixadoras, mas agora de forma algo irritada. Tentemos pôr os pontos nos iis, com a serenidade que parece estar à míngua. Em primeiro lugar, a palavra "embaixadora" existe, e significa chefe de missão diplomática, do sexo feminino. Em segundo lugar, existe a palavra "embaixatriz", que significa mulher de embaixador. Curiosos são os argumentos empregados pelo Senhor Peixoto da Fonseca para justificar o desterro que houve por bem decretar ao pobre vocábulo "embaixadora". Diz ele: "... rainha é só uma, quer exerça o cargo..., quer seja a mulher dum rei..." Confesso que não entendi. Que tem que ver rainha com embaixadora ou com embaixatriz? Talvez falte ao Senhor Peixoto da Fonseca certa familiaridade com o mundo diplomático. Imaginemos a seguinte situação: o Governo brasileiro designa uma diplomata do sexo feminino para chefiar a Embaixada do Brasil em Lisboa. Envia, como é de praxe, um pedido de "agrément" ao Governo português. Nesse documento, declara que a pessoa designada é a "embaixatriz" Fulana. Sabe o que vai acontecer? Os diplomatas portugueses poderão, por mera complacência, aceitar o pedido de "agrément", mas tentarão disfarçar o sorriso irônico, no momento de formalizar sua anuência. Ninguém, com a possível exceção de Freud, conseguiria explicar os problemas que tem o Senhor Peixoto da Fonseca com as embaixadoras.
