O português em Angola
A resposta de Rui Ramos sobre a importância da língua portuguesa em Angola é um documento riquíssimo que me leva a fazer as seguintes perguntas:
– Que percentagem da população angolana fala português?
– O português é a língua em que as figuras dirigentes preferem comunicar entre si?
Averigua, de novo
"Averigua, no Brasil e em Portugal, é palavra oxítona (ou aguda): a tónica / tônica está na última sílaba (-gua).""Nota: põe-se acento agudo no u tónico / tônico antecedido de g ou q e seguido de e ou i, como, por exemplo, em averigúe e obliqúe."
Fiquei surpreso pela resposta dada. Sempre entendi que "averigua" teria 5 sílabas: a-ve-ri-gu-a. Quando aprendi os ditongos (já lá vão uns anitos...) foi-me ensinado que "ua" não o era, bem como "ia", "uo", e outros. Deste modo, como será possível que "averigua" seja oxítona?! Como, se a sílaba tónica será "gu" (a penúltima), e não "gua" - que não é uma sílaba, mas duas?
Paulo Meireles
Portugal
Antes de mais, quero felicitá-los pelo vosso excelente trabalho e a ajuda que o vosso "site" dá a milhões de falantes do Português.
Nas vossas respostas de ontem, J.C.B afirmava que "averigua" era uma palavra oxítona. Fiquei com uma série de dúvidas, pois, segundo o que me ensinaram, "-gua"/"-gu-a", neste caso, seria hiato e não ditongo. Neste caso, a última sílaba tónica seria o "-gu-", o que tornaria a palavra paroxítona, ou seja grave. Para efeitos de translineação: "-gu-a".
Penso que oxítona será "desaguar" (infinito), mas não o caso atrás referido, terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo averiguar.
Gostaria que tivessem a amabilidade de me esclarecer.
Esq./es.
Ao escrever num processador de texto, por vezes, surge como errada a abreviatura de uma morada na qual se tem de designar de esquerdo.
A emenda aconselhada pelo corrector é "es." em vez de "esq.".
Qual das formas é a correcta?
Langue e Parole, segundo Saussure
Gostaria de ser esclarecida quanto ao significado de Parole e Langue defendido por Saussure (ponto de vista linguístico).
Tudo de mim / todos da cidade
Tenho dúvidas em relação às frases:
Ela sabe tudo de mim. / Todos da cidade se foram.
Quais as funções sintáticas de "de mim" e "da cidade"? Imagino que não possa ser adjunto adnominal, pois tudo não é nome. Sobrou-me pensar que o primeiro pudesse ser complemento circunstancial de assunto.
Agradeço-lhes muitíssimo pela ajuda.
Cabeça do motor
Trabalho no ramo automóvel e existe uma palavra que me suscita dúvidas sempre que tenho necessidade de a utilizar.
Colaça é a palavra que vem no dicionário da língua portuguesa da Porto Editora e de Lello e Irmãos, que, no entanto, não indicam a acepção em que é utilizada na área automóvel.
Culassa, como escrevem os técnicos, diz respeito à cabeça do motor. A minha dúvida é qual a forma que está correcta.
"Fazível", outra vez
Ouvi recentemente na rádio aplicar o termo fazível, creio que no sentido de exequível. Tratar-se-á de um neologismo?
Antárctida e Árctida
Existem as palavras Antártida e Ártida, para denominar as terras dos pólos? Ou seriam Antártica e Ártica?
Grato.
Novo em folha
Correntemente é muito usada a expressão acima tematizada, a propósito de algo acabado de construir, ou mesmo antes da sua inauguração.
Ora, como em criança, os brinquedos eram em folha de Flandres, por vezes litografada ou pintada, será que essa expressão vem daí?
Penso que sim, e que foi uma expressão que passou para uso popular, pelas razões supra indicadas.
Agradeço um comentário.
Salvou / avisaram
Nos exemplos seguintes, qual o tempo verbal mais correcto?
Foram eles que encontraram a criança abandonada, mas fui eu quem a salvei/salvou.
Eu fui um dos que avisou/avisei a polícia.
