DÚVIDAS

Isso / esse / isto / este
É com prazer que lhe apresento uma dúvida e com ansiedade que aguardo seu comentário: é correto basear-se em regra gramatical segundo a qual "isso/esse(a)" refere-se a algo já relatado ou alguém de quem já se falou anteriormente na frase, ficando "isto/este(a)" para fazer referência a algo a ser dito ou alguém de quem ainda vai se falar? Quando tomo a regra básica de que "isto/este(a)" faz referência a algo próximo do interlocutor e de que "isso/esse(a)" indica o que está a maior distância de quem fala (!), acho difícil elaborar acertadamente uma frase em que o assunto não é tão simples de identificar.
Complementos circunstanciais de lugar onde
Nas frases 1, 2, 3, os termos entre aspas são objetos indiretos. Porém, na frase 4, o termo entre aspas é adjunto adverbial de lugar. Por que isso acontece, já que todas as frases utilizam-se do verbo sair? Como posso saber quando vai ser objeto indireto ou adjunto adverbial? 1 – Não sai "do assunto". 2 – Muitos associados saíram "do clube". 3 – Saiu "do emprego". 4 – O prego saiu "da parede".
Anos "sessentas", de novo...
"É evidente que não é correcto dizermos «anos sessentas», porque também ninguém diz «sessentas anos». Realmente, não se compreende tal maneira de dizer, tanto mais que sessenta já indica pluralidade. Do mesmo modo, diremos anos oitenta, etc.. Cf. Anos sessenta, outra vez e Anos sessenta, de novo. José Neves Henriques." Desculpe-me, mas gostaria de fazer uma observação a respeito de sua resposta acima. É o seguinte: Se temos sessenta e um, sessenta e dois, etc., não temos aí vários "sessentas"? Isso não explicaria, então, a forma "anos sessentas"? Números também vão para o plural, não vão? É o caso de prova dos noves... Grato por sua atenção e comentário.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa