Plural de palavras em -ão: analogia com o castelhano
Sobre o plural de substantivos terminados em -ão, objeto de recentes consultas, gostaria de propor uma fórmula para uso daqueles que alguma intimidade têm com a língua espanhola.
Quando a tradução da palavra portuguesa para o castelhano resultar em vocábulo terminado em -ón (canção-canción; coração-corazón; nação-nación), é quase certo que o plural seja -ões.
Nos casos em que a tradução for uma palavra terminado em -án ou –na (alemão-alemán; capitão-capitán; pão-pan), boa possibilidade haverá de que o plural do vocábulo português termine em -ães.
Finalmente, quando a terminação espanhola for -ano (cidadão-ciudadanos; cristão-cristiano; irmão-hermano; mão-mano), a palavra portuguesa terá seu plural com -ãos.
Exceções haverá (verão-verano, plural "verões", muito embora se admita "verãos"), mas suponho que a analogia com o castelhano, na forma acima proposta, funcionará como regra em mais de 99% dos casos.
Obrigado.
«A vaca da minha prima mordeu-me»
Emprega-se muito em Portugal (desconheço nos outros países lusófonos) a seguinte frase: «A vaca da minha prima mordeu-me» ou «O burro do meu primo deu-me um coice». A meu ver ambas as frases estão bem escritas, mas no entanto ambas têm significação dupla. A primeira é que os animais dos meus primos morderam-me e deram-me um coice. A segunda é que estou a tratar os meus primos por animais. A questão é: qual a origem da preposição de começar a ser utilizada com essa intenção negativa? Há muitíssimos verbos na língua portuguesa que são utilizados reflexivamente, mas por curiosidade há um verbo que o seu significado reflexivo é hoje em dia bastante negativo, não o era antigamente. É o verbo vir, cuja forma reflexiva é diferente ao que deveria originalmente significar. Porquê?
Gronelândia + fecho de correr
Gronelândia ou Groenlândia? Tenho dúvidas sobre a utilização destas duas palavras. Qual a forma correcta? Também não encontro as referências à pergunta: Fecho-éclair vs. zipper. Obrigado.
Sustentado e sustentável
Antes de mais, uma palavra de apreço pelo vosso trabalho e pela ajuda e esforço que despendem em prol da Língua Portuguesa. A questão que aqui vos apresento não me parece de importância maior, contudo gostaria de a ver esclarecida. Há poucos anos, não se ouvia, nunca, a expressão “desenvolvimento sustentável”, mas apenas “desenvolvimento sustentado”. Hoje é comum a primeira (sustentável), e, embora a possa compreender, a verdade é que me soa mal, e todos sabemos que uma das boas gramáticas... é justamente o ouvido! Caso possam dar-me a vossa opinião, ficar-vos-ia muito grato!
Admiro-me ou admira-me?
Mais uma vez recorro à sapiência profunda e inesgotável de vós, meus amigos do Ciberdúvidas.
Qual das seguintes frases é a correta: «Muito me admira que o Abreu, empresário tão competente, tenha ido à falência» ou «Muito me admiro que o Abreu, empresário tão competente, tenha ido à falência»?
Como pudestes observar, a minha dúvida é se, em frases desse gênero, usa-se "admira-me" ou "admiro-me". Já ouvi as duas formas, porém, estou em dúvida sobre qual delas é a correta. Quero saber se a construção que me será apontada por vós como certa é aceita como tal nos dois lados do Atlântico. Agradeço-vos muitíssimo.
«A mim, resta-me pensar»
Podem-me dizer se o emprego de vírgula nesta frase está correcto?
«A mim, resta-me pensar».
Ou pode ser sem vírgula, e porquê?
«A mim resta-me pensar».
Primeiro que, que
Estou estudando português de novo e para aprender corretamente o uso das conjunções e locuções tentei fazer uma frase com cada uma, mas não consegui com as seguintes: Subordinativas causais: que Subordinativas temporais: primeiro que Coordenativa aditiva: que Coordenativa adversativa: que Caso vocês possam me ajudar ficaria muito agradecida.
O feminino de maestro
Maestrina é o feminino de maestro?
O verbo sobrestar
Gostaria de saber se se conjuga a palavra sobrestar. Ou seja, qual sua classificação gramatical? É um verbo anômalo ou não?
Envelopezinho ou envelopinho?
Como se diz correctamente (se é que se pode dizer): «Envelopinho» ou «envelopezinho»?
