DÚVIDAS

«... que era para eu fazer o trabalho»
«Ela disse que era para mim fazer o trabalho». Disseram-me que a frase anterior está mal construída e que o correto seria: «Ela disse que era para eu fazer o trabalho». Entretanto, analisando a frase, identifiquei os seguintes elementos: «fazer o trabalho» – sujeito da oração subordinada substantiva; «para mim» – complemento circunstancial. A oração, na ordem direta, seria, como suponho, desta forma: «Ela disse que fazer o trabalho era para mim», ou seja, «a mim» foi designado «fazer o trabalho». Todavia, se formos seguir o segundo raciocínio, teríamos os seguintes elementos: «para eu fazer o trabalho» – oração subordinada adverbial final reduzida (?) (Aqui não parece haver ´finalidade´); "era" – verbo "ser" flexionado sem sujeito aparente, o que me faz pensar sobre a impropriedade dessa alternativa. Dessa forma penso que «era para mim fazer o trabalho» seria a melhor construção, uma vez que é semelhante a «É um prazer para mim estar aqui», construção de inquestionável correção e cuja ordem direta seria algo como «Estar aqui é um prazer para mim». Gostaria de saber se o meu ponto de vista está correto. E também agradeço ao Ciberdúvidas a prestimosidade e a prontidão com que tem me ajudado. E gostaria de parabenizá-los pelo brilhantismo com que tem cumprido vossa proposta.
Nutrimento e nutriente
Estará correcto o título que frequentemente se encontra nos manuais escolares: "Nutrientes - algumas características". Não deveria ser: "Nutrimentos - algumas características"? Também me parece incorrecta a frase «Os nutrientes são as diferentes substâncias químicas que entram na composição dos alimentos». Tive em conta que "nutrimento" é substantivo e "nutriente" é adjectivo. Poderiam desenvolver um pouco este tema. Grato.
"E pluribus unum"
A propósito do centenário do Benfica, tenho ouvido e lido as mais diferentes traduções da frase latina que integra o emblema do clube da águia: «Um por todos, todos por um», «De entre muitos», «Primeiro entre pares»? E aquele é mesmo assim (“e”) ou será, antes, “et”? De resto, num “site” na Internet lê-se o seguinte: «Uma das frases eternas com que os Estados Unidos (sua história, perspectiva e realidade) se identificam é “et pluribus unum”, ou seja, dentre muitos, um». Em que ficamos? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa