Desafectar
A palavra desafectar existe? Num dicionário que consultei não constava a palavra desafectar, pergunto se a mesma existe, utilizada no sentido de afectar ou desafectar recursos humanos a determinada área de uma empresa.
Obrigado.
A origem da palavra sanita
Gostaria de saber a origem da palavra “sanita”. Embora os dicionários atribuam à palavra uma origem latina, julgo ter lido algures que “sanita” se generalizou graças a uma marca comercial com esse nome. Claro que a marca comercial se inspirou na palavra latina, mas deve-se-lhe o seu uso generalizado, ao ponto de substituir os vocábulos já existentes. Ou não?
Citações em itálico e entre aspas
Julgo saber que é norma que quando se faz uma citação a mesma venha entre aspas. No entanto, num livro que estou a rever optou-se por colocar as citações em itálico e entre aspas. Tal facto deve-se a que assim (dado que as citações correspondem em média a 4 ou 5 linhas do texto) o texto terá uma melhor leitura. A minha dúvida é se será isso correcto ou não passará de uma redundância?
O picacho e a carandilheira da Né Ladeiras
Qual o significado de 'carandilheira' 'picacho', termos usados em letras de canções de Né Ladeiras?
As gramáticas + a política da língua
Estudo Comunicação Social e na disciplina de Português tive a oportunidade primeira de repensar os conceitos vinculados à língua. Enxergá-la como identidade nacional parece-me evidente, contudo, o estudo sociolingüístico abriu meus olhos quanto aos preconceitos ligados a ela. Depois de ter lido Marcos Bagno e Mario A. Perini, devo preparar um seminário relacionando as gramáticas normativas e descritivas. Mas, após tomar ciência da heterogeneidade e dinamismo da língua, como posso pensá-la segundo normas? Li Osvaldo de Carvalho, quando esse rebateu a teoria de Bagno dizendo-lhe a importância de uma gramática normativa vinculada à norma "culta" para impor limites e, ao mesmo tempo, permitir a liberdade individual sem interferir na identidade coletiva. Fiquei estática. Realmente descrever uma gramática parece-me ilógico, uma vez que a gramática descritiva em circulação torna-se, automaticamente, normativa! Entretanto, as proposições de Perini quanto às irregularidades e incoerências da Língua Portuguesa de algum modo surtem maior confiança, uma argumentação mais palpável. Bagno é um ingênuo ao querer descrever toda a gramática brasileira e assumir uma identidade nacional que "já existe"? Ou será que Olavo está certo em manter uma ordem, um raciocínio em tópicos, segundo o português de Portugal? Imagino que este debate vai longe, mas preciso com certa urgência de uma orientação e como vocês parecem-me ideais para tal (especialmente porque são lusitanos e dão importância aos "erros") aguardo resposta ansiosamente! Abraços.
«Caminho de volta»
Sou dos Estados Unidos, onde estudo português. Li um artigo com dados do IBGE que falava da população brasileira. Neste texto, dizia-se que os imigrantes japoneses fazem o "caminho de volta". Que significa?
Muito obrigada.
O plural de curto-circuito
Precisava de saber qual o plural de curto-circuito. (Curto-circuitos oucurtos-circuitos?)
Para simplificar o texto em vez de dizer xxxx com curto-circuito a xxx, posso dizer xxxx curto-circuitado a xxxx (ou diz-se curti-circuitado?)
Obrigada pelo esclarecimento!
Os verbos aceder e acessar
Como brasileiro, jamais diria “acedo uma página”. Pelo que entendi, “aceder” significa “ter acesso a” e, portanto, é sinônimo ou variante de “acessar”. Eu me sinto à vontade para utilizar o vocábulo que mais me agrada, que me soa melhor. Mas dizer que “acessar” é feio, que é um “mamarracho inqualificável”, é infelizmente subestimar a riqueza de vocabulário da língua portuguesa. Fico até mesmo triste quando um português diz que “acessar” é um “mamarracho”, quando a palavra “mamarracho” não passa de um castelhanismo. Antes se defendam palavras de variantes da língua portuguesa, do que se legitime o uso de estrangeirismos, quando não sejam necessários. Acho também lamentável que não tenha havido por parte dos países de língua portuguesa um esforço efetivo para unificação de termos técnicos, o que na área de informática teria boas chances de sucesso. Em vez de estabelecermos um vocabulário comum (o que talvez tivesse sido possível há uns vinte anos atrás), ficamos então assumindo as influências que recebemos de outras línguas e justificando o seu uso na língua portuguesa. Vejam por exemplo o caso do “ficheiro português” e do “arquivo brasileiro” que se explica através do “fichier” e do “archive”. Voltando para o “aceder” (accéder, accedere) e o “acessar”, quero somente lembrar que “acessão” se encontra em vários artigos do Código Civil Português, confiram o Art. 1325.°, “dá-se a acessão, quando com a coisa que é propriedade de alguém se une e incorpora outra coisa que lhe não pertencia”, apesar de que dizemos como vocês dizem, “local de acesso”. Por curiosidade, enquanto escrevo esta mensagem, reparei na “vossa” página a que “acessei”, o termo “local de acesso”, e isto me agrada, é um termo comum à nossa língua.
Cueca(s)
Gostaria de saber a origem da palavra "cueca".
«Duzentos gramas»
No programa 'Falar Português' da RTP1, indicaram como correcta a expressão «Duzentos gramas».
As unidades têm plural? O correcto não é «Duzentos grama»?
Obrigada pela atenção.
