DÚVIDAS

Barroquização
Na época em que realizaram as obras na igreja da Colegiada, obras idênticas realizavam-se noutras igrejas para as adaptar às novas correntes estéticas: assim, os administradores das capelas dos absidíolos de S. Francisco não teriam tido dificuldade em adquirir e reaproveitar duas capelas góticas fora de moda, vítimas do processo de "barroquização" das igrejas então em curso". É aceitável o uso da palavra "barroquização" neste contexto?
Ainda o «acreditar em si mesmo»
Apesar da resposta circunstanciada e atenciosa da Professora Edite Prada, em 3/5/2004, não estou convencido ainda da incorreção da frase seguinte: «A arte abstrai da morte, desconhece-a, com esse obstinado acreditar em si mesmo, que é o estigma de seu orgulho e de sua força». A propósito, apresento outras frases análogas que me ocorreram: "O falar consigo mesmo é característica dos filósofos"; "É próprio dos bons alunos o ser atento"; "O aprender sozinho revela o espírito dos perseverantes". Se, em cada frase, se fizer alteração de gênero, dever-se-iam de alterar também os adjetivos componentes das frases substantivadas? Ou seja: "O falar consigo mesmas é característica das filósofas"; "É próprio das boas alunas o ser atentas"; "O aprender sozinhas revela o espírito das pessoas perseverantes". A questão se prende ao fato de, segundo penso, ao se substantivar uma expressão, ela deveria cristalizar-se com a característica genérica do masculino neutro, inclusive seus termos internos variáveis. Na verdade, não estou afastando a hipótese de se fazer a concordância atrativa, como propôs a nobre professora, mas querendo saber se estaria afastada, por definitivamente incorreta, a concordância que propus. Gostaria de nova intervenção da Professora Edite Prada e, se não for o caso de ela se sentir melindrada, a opinião de outro consultor, para propor ou não uma ratificação. Muito obrigado.
Sobre o termo pidgin
No concurso do Canal 1, da RTP, uma pergunta sobre Língua Portuguesa dizia o seguinte: «O que é um pidgin?» Hipóteses de resposta: a) Uma raça de pinguins b) Um instrumento de laboratório c) Uma língua franca Sou licenciada em Letras e considero-me uma pessoa com sólida cultura geral, mas nunca tinha ouvido tal expressão. Pareceu-me inclusivamente estranho que uma palavra aparentemente inglesa fosse alvo de uma pergunta sobre língua portuguesa Tal como o concorrente, a minha resposta (apenas por instinto) inclinava-se para a opção b). Com grande surpresa, verifiquei tratar-se da c). Nesse caso, a pergunta não está muito mal formulada? Não deveria ser «Qual o significado da palavra...» ou «O que significa...»? A utilização do artigo indefinido não sugere que a resposta é um objecto (ou animal...). Parece-me que ninguém pergunta o que é um francês, inglês, espanhol... referindo-se a um idioma. E que língua franca é essa, podem ajudar-me?
Trocadilho ou quiasmo sintáctico
Li em fonte não muito confiável (um trabalho escolar) que o trocadilho sintático ocorre em duas situações: quando há permuta de posições ("homem grande" X "grande homem") e no caso de permuta de funções sintáticas («Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil»). Como não encontrei nada a respeito, recorro ao Ciberdúvidas. Supondo que a informação esteja correta, gostaria de saber em qual das duas situações se enquadra a frase: «Mais do que alma do negócio, a publicidade é o negócio da alma».
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